4 motivos para assistir A Maldição da Residência Hill

Dentre os recentes lançamentos da Netflix, o mais surpreende para os fãs de terror foi A Maldição da Residência Hill. Em uma história envolvente e altamente misteriosa, a trama leva a caminhos bem insperados, trazendo uma atmosfera única para as produções de série dentro do gênero. Sendo assim, listamos 4 motivos para você assistir a esse seriado:

1. A história

A narrativa da obra começa um pouco confusa, sem muitas explicações. Ao passar dos episódios – com praticamente todos focados em algum personagem específico – vai ficando mais claro para o público qual a história que está sendo contada – e como. Porém, nada fica totalmente diretamente mostrado, tudo é sempre estranhamente esquisito para a audiência criar cada vez mais teorias sobre a trama.

Considerando a construção realizada ao longo do seriado, o ciclo é fechado de uma maneira fraca. Todavia, assim como em grande parte do audiovisual, o mais importante aqui é a progressão fílmica, sempre objetiva em gerar uma expectativa do que vier pela frente. As metáforas vão gerando debates e melhorando, ainda mais, todo o acontecido.

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2. Mike Flanagan

Mike Flanagan é o responsável pela direção de todos os 10 episódios. Seu olhar para dentro da produção é devidamente instigante, andando sempre com a câmera pela casa, quase como um olhar superior acima do que os próprios personagens sabem. Isso se torna nítida através da preferência do cineasta por longos takes e planos-sequência, transformando situações simples em grandes poços de tensão apenas através de uma boa lente e diálogo bem escrito.

O sexto episódio é o que mais se destaca nesse quesito, claramente o melhor em toda a série. Nesse capítulo, em especial, Flanagan utiliza quatro planos sequências e quatro transições temporais do passado e do presente. A partir dessa técnica, ele consegue construir um medo absurdo, principalmente pelo fato principal gerador dessa parte da obra no geral.

3. O elenco

Se um outro trabalho deve ser extremamente elogiado é a escolha de atores dentro de um elenco impecável. Em primeiro lugar, por causa da semelhança incrível apresentada entre o elenco infantil e sua versão adulta, algo essencial para o funcionamento da história, já que ela é contada alternando entre passado e presente. Em segundo lugar, há preocupada construção de personalidade para cada um desses personagens, atrelada a essas atuações, fazendo sempre um extremo sentido na relação entre eles.

É importante haver um destaque grande para o roteiro, que transforma simples características e medos na infância em situações trágicas no futuro. Esses temores são transmitidos para a audiência, que acaba construindo um carinho total por todos esses protagonistas.

4. O terror

Acima de tudo, essa é uma narrativa sobre medo. E o seriado não tem medo nenhum de entrar nesse caminho logo em seus momentos inciais. Esse terror, presente em cada um ali, aumenta ainda mais esses momentos simples da obra. Apesar dos sustos um pouco telegrafados, eles levam a um impacto até bem intrigante.

Juntamente a tudo isso, o sobrenatural vai sendo apresentado aos poucos. Se, primeiramente, ele parece até um pouco bizarro, vai se transformando em algo esquisito, sem entender muito bem de onde aquilo está vindo. O público, com isso, se vê de mãos atadas, querendo continuar essa história até o seu final, mas temendo demais pela vida de cada um. Os fantasmas ali são muito maiores do que na tela chapada. São os nossos da vida real.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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