5 grupos de k-pop que inciaram em 2017

5 – Weki Meki

 

Weki Meki é um grupo feminino que debutou em 8 de agosto com a canção “I don’t like your girlfriend” e um mini-álbum com 6 faixas. Elas consistem de: Choi Yoo Jung e Kim Do Yeon (ambas do I.O.I) e as meninas Su Yeon, Elly, Sei, Lua, Rina e Lucy. Com um sólido debut, mixando cores vivas no seu MV e casando perfeitamente com a canção título, é uma música que a primeira vista parece não ser grande coisa, mas após chegar ao coro percebe-se a mudança de ritmo que faz com que canção ganhe vida.

Se você não é fã de coisas muito coloridas e brilhosas, Weki Meki não passará de algo genérico. A dança é executada de maneira aceitável – nada muito original. As meninas passam personalidade durante o MV, o que acaba sendo ponto importante. Vale dizer que a empresa delas é a Fantagio, a mesma de grupos como: Astro e Hello Venus. No mais, sua estréia possui uma vibe verão com uma batida um tanto quanto viciante. Vale a conferida.

4 – Elris

Elris é um grupo feminino com 5 membros: Bella, Hyeseong, Yukyung, Sohee e Karin (Vale dizer que Sohee e Karin participaram do reality Show chamado K-pop Star, que possui relevância imensa na Coréia para novos artistas). Inciaram seus trabalhos em 1 de junho, com a canção “We, First” e seu mini-álbum contendo 5 músicas. A produção desse primeiro trabalho foi boa, trazendo a memória debuts de grupos como Gfriend e Apink.

O melhor aspecto de Elris está nos vocais. Sim, temos vocais, que não são nada absurdos como Mamamoo – por exemplo -, mas demonstram potencial. Talvez se a faixa “Miracle” fosse a título, se o grupo tivesse passado uma imagem ainda melhor, onde é uma canção que rende bons momentos para o rap e um ritmo interessante de se ouvir. Outro detalhe vai para o fato do grupo não perder tempo e em menos de 3 meses de seu debut lançou seu segundo single “Pow Pow” e outro mini-álbum, dessa vez intitulado Color Crush. Essas meninas possuem potencial e uma produção engajada, além de um longo caminho pela frente.

É importante lembrar também que a integrante Sohee fez seu debut solo esse ano também com a canção “Spotlight” provando-se uma ótima dançarina e potencial carreira solo no futuro.

3 – Pristin

Pristin é outro grupo formado por mulheres, que acabou sendo bastante aguardado pelo fãs por possuir integrantes que estiveram no I.O.I e por serem da mesma gravadora de Seventeen e Orange Caramel. Debutaram em 21 de março com a canção “Wee Woo”. Atualmente, já foram lançados dois mini-álbuns, sendo o segundo sendo liberado em 23 de agosto com uma faixa de muito destaque chamada de “We Like”. As integrantes são: Nayoung, Kyulkyung (ambas participaram do I.O.I), Roa, Yuha, Eunwoo, Rena, Yehana, Sungyeon, Xiyeon, Kyla.

Elas encantaram muitos apaixonados por música, já que ambas suas canções-títulos são muito viciantes. Seu defeito está como na maioria dos debuts: saber dar espaço para cada membro. As 10 possuem um potencial enorme de crescimento. Além de ótimos vocais, as meninas dançam muito bem, com movimentos precisos e sabem ser naturais em seus visuais. Tem tudo para ser um grupo muito bom no futuro.

2 – Wanna One

Wanna One é a unica das bandas inteiramente masculinas na lista. Vencedores da segunda temporada de Produce 101 – um programa para novos artistas -, os meninos não vieram para brincadeira e chegaram “chutando a porta” com os singles “Burn It Up” e “Energetic”, sendo a primeira com uma batida sensacional. que acompanha momentos de raps e até mesmo hip-hops. Uma canção limpa, por assim dizer. A segunda não deixa a desejar também por um MV bem produzido, demonstrando a capacidade de dança dos meninos.

Muitom esperam para que o grupo não mude o conceito, já que se encaixou perfeitamente aos membros e ao estilo que eles tentam passar. Com a dança no ponto certo, o grupo conta com 11 membros: Kang Daniel, Park Ji-hoon, Lee Dae-hwi, Kim Jae-hwan, Ong Seong-wu, Park Woo-jin, Lai Kuan-jin, Yoon Ji-sung, Hwang Min-hyung, Bae Jin-young e Ha Sung-woon. Tem um caminho interessante a se seguir.

Menção honrosa: Dreamcatcher

Dreamcatcher é uma banda feminina com estilo gótico evoltada para o rock. É composto por 7 membros: JiU, SuA, Siyeon, Handong, Yoohyeon, Dami e Gahyeon. Ressurgindo das cinzas diretamente do estilo dance-pop, as meninas estrearam com os singles “Chase Me” e “Good Night”, além de um lançamento mais recente “Fly High”. Elas levam um pouco do horror e o suspense em seus MVs, com cenas em florestas e casas mal-assombradas.

O grupo é enérgico nas sequências de dança. Elas já pareciam boas na primeira single, mas nas seguintes elas melhoraram substancialmente. Existe o contraste entre a luz e a escuridão evidenciado em seus trabalhos. Além da história contada em cada MV possuir uma continuação – algo que beira o curioso e ao mesmo tempo um tom de suspense no ar -, Dreamcatcher é uma boa adição a indústria, variando bastante o gênero e quem sabe alcançar patamares mais elevados futuramente.

1 – K.A.R.D

K.A.R.D é um grupo misto que lançou sua música “Oh Na Na” em dezembro de 2016, mas eles se lançaram oficialmente apenas nesse ano, em 19 de julho. Agraciando a todos com hit atrás de hit, a banda já faz um sucesso gigante ao redor do globo e, para os que não sabem, eles até já fizeram uma turnê na América do Sul e passaram pelo Brasil em Setembro. A mistura entre as vibes tropical, electro pop e house é muito boa. Os integrantes são: J. Seph, B.M, Somin e Jiwoo.

O grupo alcançou números extremamente altos com seus lançamentos seja com “Don’t Recall”, “Rumor” ou a mais recente “Hola Hola”. Alcançando o topo da categoria k-pop no Itunes em 13 países, incluindo: EUA, Brasil, Nova Zelândia e Austrália. K.A.R.D é o tipo de som que você ouve todo dia e não enjoa. Uma canção melhor que a outra. Uma das atuais sensações do momento na indústria K-pop ao redor do mundo.

Comentários

Raphael De Souza

Graduado em Jornalismo pela FACHA. Lançou durante seu período de faculdade o livro “Costuras Poéticas de uma Vida Reaproveitada”. Chegou palestrar sobre a cultura asiática e seus desdobramentos, na área de Mídia da UFF – Faculdade Federal Fluminense e eventos do cunho oriental. Hoje trabalha como empresário, jornalista e nas horas vagas piloto de automobilismo. E ainda consegue arranjar espaço na sua agenda para séries, animes e tokusatsu e filmes. Defende o crescimento do gênero Tokusatsu no Brasil como forma de cultura.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *