Cinema brasileiro nos últimos 20 anos: 2008-09 (Parte 6)

O final da década foi pautado, no campo do incentivo fiscal, no aumento ainda maior de financiamento para o cinema brasileiro. Se em 1995 o investimento era de R$30 milhões, em 2010 chegou a marca dos R$154 milhões, quintuplicando em 15 anos. Todo esse resultado gerou a marca de 100 longas feitos em território nacional no ano de 2011, mas disso será falado na próxima parte.

Em termos de produção, os sucessos comerciais continuaram sendo o grande foco e o lado independente começava a crescer cada vez mais, algo que eclodiu de vez nos anos 2010. Porém, os frutos de Tropa de Elite ainda estavam recolhidos, sendo difícil uma abertura de olhos para outras obras.

Comercialmente…

Dentre os maiores públicos e bilheterias desses dois anos, a cara de Selton Mello esteve estampada em alguns. Com esse reconhecimento, o ator passou a ser considerado um dos maiores astros do nosso cinema. Junto com ele, Rodrigo Santoro era internacionalmente o maior expoente para o Brasil. Depois de sua participação no renomado seriado Lost, ele acabou por ser convidado para participação ao redor do mundo de diversos filmes.

Falando do país verde e amarelo, o maior destaque em 2008 foi para Meu Nome Não é Johnny, que levou pouco mais de 2 milhões de pessoas para as salas de cinema. O drama policial dirigido por Mauro Lima foi extremamente aclamado, mas não obteve tanto sucesso ou falatório no exterior.

Já em 2009, a continuação da comédia romântica de Daniel Filho, Se Eu Fosse Você 2, angariou mais de 6 milhões de telespectadores, se tornando a maior audiência do cinema do país nos anos 2000. A Mulher Invisível foi outro visível sucesso, com 2 milhões e 300 mil de espectadores.

Já no lado independente…

Se uma produção pode ser chamada de “maior destaque” durante esses dois anos, essa obra é Se Nada Mais der Certo. O longa dirigido por José Eduardo Belmonte contou com um trio de elenco principal com João Miguel, Carol Abras e Cauã Reymond. Esses três atores começavam a despontar como grandes nomes jovens da dramaturgia, o que acabaram por se provar em anos seguintes.

Mesmo não sendo tão comentado pelo público, o reconhecimento aconteceu perante a crítica e também junto aos festivais de cinema espalhados pelo país. A premiação mais renomada veio com o festival do Rio, aonde o longa ganhou em melhor filme, melhor atriz e melhor roteiro.

Virada

A virada para os anos 2010 trouxe um aumentou ainda maior na quantidade de filmes produzidos nacionalmente, ultrapassando a marca de três dígitos. O aumento também na questão de investimento foi importante para que o público encontrasse no Brasil obras com nível de enredo, direção e atuação também encontrados em qualquer outro país. Essa quebra do preconceito e esteriótipo foi importante para que produções menores tivessem seu sucesso inesperado.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *