Cinema brasileiro nos últimos 20 anos: 2016-17 (Parte 10)

O cinema brasileiro, a partir de 2012, vêm seguindo em uma toada extremamente regular e contínua. Com os investimentos na cultura se tornando maiores e a chance para cineastas poderem realizar suas primeiras obras aumentando, foi possível ver diversas estreias de artistas – que agora estão se consagrando.

Esses dois anos foram marcados também pela chegada dos influenciadores digitais em filmes, sejam eles por trás das câmeras ou propriamente atuando. O primeiro desses casos foi Kéfera, que estrelou É Fada em 2016.

Um dos maiores longas nesse quesito é, sem sombra de dúvidas, Internet – O Filme. Nele, a história se angaria em diversos momentos de humor com as grandes celebridades da internet e do youtube, o que acabou levando uma grande quantidade de jovens ao cinema.

Para além disso, duas obras tiveram polêmicas grandes em seus nomes. Uma no quesito comercial e outra no caminho político. Veremos sobre as duas abaixo:

Os Dez Mandamentos – O Filme

Produção brasileira dirigida por Alexandre Avancini e produzida pela emissora de TV Record, esta película – que já era conhecida anteriormente pela novela de mesmo nome – ficou marcada por um esvaziamento nas salas de cinema. Nesse momento poderia-se pensar que a grande discussão em torno dele se deu por isso, certo? Porém, o debate aconteceu pela obra ser, simplesmente, a segunda maior bilheteria e o segundo maior público da história do cinema brasileiro.

Diversas acusações foram realizadas perante a Igreja Universal por fazer parte disso, porém nenhuma delas acabou sendo provadas ou também desmentidas. Essas acusações geravam em torno desde a distribuição de ingressos, compra de semanas para exibições do longa e até de lavagem de dinheiro.

Os Dez Mandamentos – O Filme obteve uma reprovação gigantesca pela crítica especializada, mas uma quantidade de público aparente que só havia sido vista em Tropa de Elite 2 anteriormente. Com sua estreia em janeiro de 2016, mais de 11,2 milhões de pessoas assistiram, gerando uma receita de R$116 milhões.

Aquarius

Dirigido também por Kleber Mendonça Filho, Aquarius se tornou mídia pela sua primeira exibição mundial no Festival de Cannes. No momento em que a obra seria exibida estava ocorrendo o processo de impeachment contra a ex-presidenta Dilma Rouseff, fato esse que levou aos atores e a produção protestarem, levando alguns cartazes em apoio a política.

No quesito da sétima arte, o sucesso foi extremo com os críticos e especialistas. Obteve uma aclamação absurda no festival francês, além de entrar em diversas listas como um dos melhores filmes do ano de 2016. Dentre seus prêmios também está o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro como melhor longa de ficção e melhor diretor.

Dentre os seus maiores burburinhos está a atuação de Sônia Braga, que já conhecida no Brasil e fora dele a bastante tempo. O principal motivo disso é ter estrelado Dona Flor e Seus Dois Maridos em 1976, que fez um extremo sucesso. Foi tão gigantesco que permaneceu como a maior quantidade de público em um filme nacional até a chegada da sequência de José Padilha em 2011.

De volta para o presente

Com a chegada do tempo presente, esse apanhado dos últimos 20 anos dentro do cinema brasileiro pode acabar ficando obsoleto. Porém, o objetivo era entender um pouco mais da sétima arte dentro do território verde e amarelo, algo que pouco é estudado em colégios e muito pouco se busca aprender. Na última parte desse especial, será comentado o que esperar do futuro e o que o presente mostra para a produção nacional.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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