Coachella: No 1º dia do Festival, The Weeknd não falha em entreter o público com seus hits

O Coachella começou ontem, sexta-feira (dia 13/04), e os ânimos para o primeiro dia do festival preferido do público alternativo pareciam à flor da pele. Entre atrações dos mais variados gêneros, e para os mais variados tipos de gosto, desde St. Vincent, SZA The Neighbourhood, The Weeknd foi o ato principal da noite que abre o festival.

Pray For Me”, colaboração bem-sucedida com Kendrick Lamar para a trilha sonora do blockbuster “Pantera Negra“, dá abertura e define o cenário do show que transita por hits que compõem o catálogo do artista, dos recentes aos mais antigos, mas não menos memoráveis.

O performer de “Starboy” não falha em equilibrar perfeitamente fonogramas mais conhecidos, como “Earned It“, “Secrets“, a definitiva “Can’t Feel My Face” e a preferida pelo público, “Often“, com canções que apenas os fãs mais cativos poderiam reconhecer, como “House of Balloons/Glass Table Girls“. The Weeknd presenta uma setlist capaz de manter em movimento até o mais cético dos públicos.

Wasted Times“, “Hurt You“, “I Was Never There“, “Call Out My Name” e “Privilege“, de seu novo trabalho, foram devidamente apresentadas pela primeira vez. E, como de costume, o cantor soube exatamente como remodelá-las para que se adequassem a um espetáculo ao vivo, inserindo-as de modo eficaz na setlist. No entanto, talvez pelo fato de serem muito recentes, é possível notar certo déficit em manter o interesse do público.

De qualquer modo, ele deixa muito evidente sua presença e versatilidade no palco relativamente pequeno do festival, sendo, ainda assim, bem sucedido em entreter o público durante grande parte do espetáculo, com vocais que se assemelham em muito aos vocais das versões em estúdio. Abel Tesfaye – seu nome de batismo – mostra toda sua fluidez, mesmo em momentos em que o show perde notoriamente um pouco da energia.

The Weeknd, que recentemente lançou o EP “My Dear Melancholy,” e causou polêmica ao fazer referências diretas a alguns de seus relacionamentos mais amplamente cobertos pela mídia, sabe exatamente como chamar atenção da plateia – esta que, normalmente, está preocupada em assistir cada segundo dos shows através de seus smartphones ou cansada demais e com elevados índices de substâncias no organismo para agir de outra maneira que não erraticamente.

Um dos pontos de maior destaque do show – e talvez, um dos mais esperados por seus fãs, ontem – é o momento em que o cantor entoa as letras de “Call Out My Name“, single sobre seu desafeto com a atriz e personalidade da mídia Selena Gomez. Ele performa uma versão acústica da canção no seu primeiro grande festival transmitido desde o Lollapalooza, em março do ano passado, no qual, ironicamente, a própria Selena o acompanhou e se destacou ao ser transmitida por segundos nos telões.

Para finalizar, “The Hills” sela o que é, sem sombra de dúvidas, um show repleto de mais momentos grandiosos do que o contrário. The Weeknd não falha em oferecer um espetáculo repleto de sua essência sombria e romântica e, majoritariamente – e sem qualquer trocadilhos – melancólica, mas ainda assim cativante, pela qual ficou conhecido em todo o mundo.

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