Para Todos os Garotos que Já Amei: 4 motivos para ler os livros que deram origem ao filme

Durante algum tempo, muita gente achou que a comédia romântica estava morta.

Apelidadas de “romcoms”, os filmes do gênero dominaram os cinemas principalmente durante o final da década de 1990 e o início dos anos 2000. Grandes atrizes como Julia Roberts, Sandra Bullock, Meg Ryan e Queen Latifah são alguns dos nomes que trouxeram títulos clássicos que não só foram sucessos na bilheteria, como também na televisão do povo, na amada Sessão da Tarde.

Após a década de 2010, era possível perceber que as comédias românticas vinham perdendo cada vez mais espaço entre o público. A responsável por reanimar o gênero, principalmente neste ano de 2018, está sendo ninguém menos que a Netflix: ao lançar títulos como Barraca do Beijo Um Plano Imperfeito, que surpreendentemente tornaram-se sucessos instantâneos, seja por seu calibre de “filme tão ruim que é bom” (caso do primeiro) ou por seu carisma e roteiro divertido (o segundo).

Vendo que a fórmula pode dar cada vez mais certo, a próxima empreitada do serviço é Para Todos os Garotos que Já Amei, uma adaptação do livro homônimo escrito por Jenny Han que chegará no dia 17 de Agosto. Com a estreia do filme, separamos alguns motivos para você dar uma chance aos livros que deram origem ao filme.

Diversidade

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Assim como em todo tipo de mídia, o romance é um subgênero onde a predominância de protagonistas (e, ainda que indiretamente, público alvo) é composta por pessoas brancas. Uma das grandes diferenças da trilogia escrita por Jenny Han, autora de descendência coreana, é a identidade racial da protagonista. Lara Jean é uma jovem biracial, que tem muito amor e respeito pela cultura que herdou e é um dos principais componentes de sua personalidade. Em tempos onde se vê como é importante se sentir representado nos produtos que consumimos, é (adjetivo) ver uma protagonista asiática que foge dos esteriótipos atribuídos à sua cultura. Curiosidade: Jenny Han não vendeu os direitos de sua obra até que garantisse que fossem manter uma atriz asiática no papel de Lara Jean. As ofertas anteriores provavelmente sugeriam atrizes brancas para protagonizar o filme.

Lara Jean

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O sucesso de uma boa história também depende de muito de quem a guia. Ter um personagem bem construído e carismático pode ser a queda ou sucesso na hora de vender o que está sendo contado. Felizmente, Lara Jean é exemplo perfeito de como construir e desenvolver sua protagonista. Ao longo de três livros, conhecemos uma jovem romântica e sonhadora, ainda que a insegurança e a timidez a prendam mais do que gostaria. Acompanhamos seu crescimento e amadurecimento ao longo da história de uma maneira simples e bem escrita, tornando o leitor quase um colega da protagonista conforme a história avança.

As irmãs Song

Outro fator muito importante na trilogia de Han são os coadjuvantes. Entre eles, as que tem mais destaque são as irmãs Song: a caçula Kitty e a mais velha Margot. Ambas são muito importantes para Lara Jean, ainda mesmo no primeiro livro, quando Margot aparece menos. Elas representam a devoção da protagonista à sua família e como ela é importante para Lara Jean. Apesar do haver bastante romance na história, o amor romântico não é tudo na vida da heroína: ela possui amigos e irmãs e uma família que ela ama mais do que tudo.

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Peter Kavinsky ou o romance perfeito

Quem não teve vários crushs, mesmo que não tão fortes assim, na adolescência? Pois é, uma das diversas coisas que nos identificamos com a Lara Jean. Mas não satisfeita em ter apenas ”quedas” pelos garotos, ela escreve cartas secretas para todos eles e guarda em uma caixa especial. Até que todos os garotos acabam recebendo as cartas, incluindo Peter Kavinsky e Josh, o ex-namorado de sua irmã mais velha. E para Lara Jean sair dessa situação com  Josh e provar que não sente mais nada por ele, ela começa a namorar de ”mentirinha” com Peter, que aceita facilmente pois acabou de sair de um relacionamento conturbado e precisa mostrar que é capaz de superar. É então que o clichê -mas não tão clichê- começa, já que eles deixam claro que jamais se apaixonariam um pelo outro, porém você sabe que isso não é verdade. No decorrer dessa mentirinha um sentimento muito forte entre eles vai crescendo, e você vai conhecendo Peter Kavinsky cada vez mais, a princípio você pensa que é só mais uma daquelas historias do garoto popular artificial que vai ser mudado pela protagonista, mas olha, não é nada disso. Peter é conquistador e cheio de personalidade, ele e Lara Jean são muito diferentes e se entendem de maneira única, eles vão aprender bastante um com o outro. É um romance que vai acontecendo devagar, mas você curte e aproveita cada etapa e detalhe dessa forte relação.

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