Primeiras Impressões: Manto e Adaga, nova série da Marvel

Na última quinta-feira (dia 7 de junho), estreou no Freeform a nova série da Marvel, chamada no Brasil de Manto e Adaga. Marvel’s Cloak and Dagger, como é chamada na língua original, foi a melhor audiência de estreia da emissora em dois anos, com númeors contando 7,3 milhões de espectadores, somando televisão e streaming. É inegável que trazer o nome da Casa das Ideias já traria atenção para o seriado, mas o piloto se mostrou merecedor dos recordes que bateu.

Apesar de, desde seus primórdios, o canal trazer dramas de fantasia com temáticas sombrias, isso não significa necessariamente que trariam uma abordagem madura até esses temas. Com Manto e Adaga, no entanto, foi diferente. É possível dizer, pela primeira vez, que o canal conseguiu produzir algo consistente e realmente maduro.

Em uma época onde as adaptações de quadrinhos de super-heróis estão estourando os cinemas e televisões a cada semana, é compreensível a indecisão sobre quais desses produtos vale a pena (ou não) investir nosso tempo. Somos apresentados tanto a séries incríveis, como Demolidor, quanto a produtos decepcionantes, como Inumanos. A dúvida, portanto, é inevitável, assim como a comparação com Runaways, por conta do público-alvo e foco em adolescentes. Mas não se engane: Manto e Adaga não se resume a isso. Já no primeiro episódio (First Light), é perceptível o enorme potencial que o seriado tem para render bons frutos.

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Os dois primeiros episódios se completam, introduzindo muito bem a história. Logo de inicio, somos apresentados a Tandy (Olivia Holt) e Tyrone (Aubrey Joseph), duas crianças que conseguem seus poderes após um terrível acidente. É curioso ver o paralelo desses dois personagens na infância e a situação de ambos sendo invertida totalmente com a morte de uma pessoa próxima a ambos, que será o marco na mudança em suas vidas. A narrativa análoga dos protagonistas foi crucial para prender atenção do espectador, observamos o mundo tão distinto e ao mesmo tempo tão próximo de Tandy e Tyrone.  A trama se desenvolve com uma carga dramática muito forte, às vezes com um ritmo lento, mas ainda assim viciante, pois sempre há algo inesperado acontecendo.

A estreia positiva se demonstrou pronta para um futuro sólido, com seu enredo principal e progressista. Não temos apenas dois adolescentes bobos que acabaram de ganhar superpoderes e vão sair no mundo para combater crimes, aqui temos dois adolescentes com um passado sombrio, cercado de injustiça, temática que terão em comum e que será explorada junto do lado místico dos poderes de Manto e Adaga. Um ponto negativo é a trilha sonora com musicas de uma melodia bem parecidas que são jogadas uma atrás da outra, fazendo com que se atropelem e em vez de criar uma ambientação emocional, acabam surtindo um efeito exagerado.

Manto e Adaga se inicia de uma ótima maneira e se você tinha alguma dúvida sobre ela, pode assistir com fé, pois a Freeform soube bem onde depositar suas fichas.

Comentários

Ana Barbosa

Estudante de Jornalismo, feminista e enaltecedora de mulheres na arte. Viciada em séries, principalmente em Doctor Who, compra mais livros do que consegue ler e não recusa um café. A típica canceriana que chora em todos os filmes que assiste, ou pelo menos quase todos.

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