Primeiras Impressões: Marvel vs. Capcom Infinite Demo

Primeiras Impressões de uma demo que não deveria ter sido lançada

Anunciado no final de 2016, Marvel vs. Capcom Infinite será o quarto jogo de uma das mais aclamadas franquias dos jogos de luta atuais. Trazendo uma jogabilidade sempre frenética e incrivelmente rápida baseada em combos, o que resultava em visuais psicodélicos com tantas cores e flashes que deixaria aquele episódio de Pokémon sentindo inveja.

Durante um segmento sobre o jogo na conferência da Sony na E3, fomos apresentados a um trailer sobre algumas das novas mecânicas e um pouco da história do jogo, logo em seguida recebendo a notícia de que um demo do modo história do jogo já estava disponível.


A HISTÓRIA

Como grande fã de jogos de luta, corri pra PSN para baixar essa belezinha, e, logo ao abrir o jogo, somos apresentados ao conceito até que interessante por trás do tal modo história: Sigma, um dos maiores vilões robóticos de Mega Man X, da Capcom e Ultron, a inteligência artificial toda-poderosa criada por Tony Stark no Universo Marvel, fundem a si mesmos (se tornando Ultron Sigma) e seus respectivos universos em busca de um objetivo em comum: Eliminar toda forma de vida biológica existente.

O novo vilão, Ultron Sigma

Até aí, a história apresentada funciona, mas depois disso, não temos mais nada de relevante. Em uma sucessão de cenas com uma animação de qualidade mediana e uma direção de arte horrível (mais sobre isso por vir, pode ter certeza), somos apresentados as duplas que vamos utilizar para vencer disputas contra duplas de drones genéricos de Ultron.

Na demo, jogamos, na ordem, com Capitão América e X (de Mega Man X), Capitã Marvel e Chun-Li (de Street Fighter), Thor e Arthur (de Ghosts ‘n Goblins), Dante (de Devil May Cry) e Rocket Racoon (de Guardiões da Galáxia). Nesses personagens, a maioria dos golpes se mantiveram iguais aos jogos anteriores.

Nesse momento, as duplas de inimigos ganham um novo reforço, asgardianos corrompidos por Ultron Sigma, mas que se comportam e se parecem bastante com os insossos drones de Ultron que estivemos liquidando até aqui.

Então, vem a nova leva de personagens que podemos controlar: Chris Redfield (de Resident Evil), que agora precisa recarregar sua arma, acabando com o estilo de jogo a distância que já vinha estabelecido nos jogos anteriores da série, Spencer (de Bionic Commando), um dos personagens mais contestados pelos fãs, já que não é dos mais fortes tanto no jogo como em popularidade.

Depois de se cansar de bater em drones e asgardianos mais sem-graça que os bonecos de massa dos Power Rangers, lutamos contra Ultron Sigma em uma batalha que é quase impossível de se vencer. (E, se você conseguir levar ele até ⅓ de sua vida, a cutscene resultante é exatamente a mesma e você perde de qualquer jeito).

Não há muito mais o que dizer sobre a “história”, que está mais para conceito. Temos uma desculpa até que decente para o festival de diálogos vazios e cenas corridas sem explicação que foram apresentadas. Até o coitado do Capitão Marvel aparece pra fazer vários nada no meio dessa confusão.


JOGABILIDADE

Por outro lado, o que deveria ser ágil e frenético, a jogabilidade diferenciada da série, que sempre ganhou aplausos de crítica e público, foi totalmente modificada, voltando a ser igual a de Marvel Super Heroes, jogo de 1995, ficando muito mais lenta e contida, para não dizer datada, causando mais uma impressão ruim logo de cara. O novo sistema das Joias do Infinito funciona bem, onde cada Joia dá uma vantagem diferente ao jogador, que pode ser ativado de acordo com seu nível de poder, como ataque aumentado ou maior velocidade. As trocas de personagens agora são ativas, ou seja, você pode trocar seu personagem no meio da luta, diferente do sistema de assist que tínhamos nos jogos anteriores.

Outra coisa que ficou bem lenta foram os loadings que temos de aturar, alguns chegando até mesmo a mais de um minuto. Inclusive, as cenas entre as lutas parecem ser feitas em CG pré-renderizada, o que significa que o jogo pode ser carregado durante elas, o que não acontece por uma falha de engenharia, mais um ponto negativo.


GRÁFICOS

Por fim, o ponto mais crítico, junto da “nova velha” jogabilidade apresentada: Os gráficos.
Todos os jogos da série mostravam os personagens super bem representados, tendo artes dignas de seus jogos originais. Porém, o que foi mostrado nesse demo foi algo que eu realmente espero que seja mudado, os modelos parecem que não foram totalmente renderizados, mudanças grotescas nos visuais dos personagens e um acabamento desleixado deixam as impressões do jogo, até mesmo em seu exterior, das piores possíveis.
Dois dos modelos mais bizarros que temos são os de Dante e Chun-Li, vou deixar as imagens falarem por si:

A falta de “alma” nos olhos dos personagens, as texturas toscas de pele, cabelos e tecidos, e até mesmo as características físicas, que foram muito alteradas tornam o jogo algo muito feio de se ver, dando impressão de ser um spin-off caça-níquel qualquer (o que talvez seja verdade).


Considerações finais: O jogo está marcado para ser lançado dia 19 de setembro de 2017, ou seja, não podemos nem mesmo nos enganar dizendo que esta é apenas uma versão de início de desenvolvimento. Provavelmente o que vem por aí vai ser bem semelhante a esta pequena bomba que levei entre 20 e 30 minutos para finalizar: Anunciada com um hype gigantesco, mas sendo um decepcionante tiro no pé. De festim, porque nem isso deu pra fazer direito.


Trailer de anunciação do jogo:

 

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Alexandre Ferraz

Formado em audiovisual, apaixonado por cinema e música. Colecionador de games, baterista frustrado e provavelmente com sono no momento.

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