PRIMEIRAS IMPRESSÕES: Star Trek – Discovery

Treze de maio de 2005. A um pouco mais de 12 anos atrás era exibido o final da última vez de uma novidade de Star Trek na TV, com Star Trek – Enterprise, que acabou sendo um dos seriados da franquia com menos sucesso. Depois desse longo hiato – que contou com uma trilogia de filmes no meio -, Discovery chega para resgatar algo que a muito tempo não era visto nessa franquia: o desprendimento com o seriado clássico.

Divida em pequenas antologias, a obra começou contando a história da nave USS Shenzou que, diferente da clássica USS Enterprise, se trata de uma nave científica e não de exploração. Ela é responsável por realizar atividades de maiores entendimento de ciências em cada planeta ou região. Capitã Georgiou é a líder da tripulação que acaba, junto com a oficial Michael Burnham, encontrando alguma pedra com materiais estranhos. Michael vai até o lugar explorar e acaba sendo atacada por um cidadão Kligon, o que leva esse povo a atacar a Federação.

Tensão e drama são o clima da vez aqui. Todos os personagens são excelentemente bem construídos – com destaque para Brunham, interpretada pela incrível atriz Sonequa Martin-Green -, o que acaba gerando um maior medo na perda de cada um desses. O roteiro desses dois primeiros episódios também mostra um pouco do contato da tripulação, com suas desavenças e suas amizades, algo que pode servir como base já para o próximo capítulo. Mesmo assim, isso é realizado de uma maneira muito superficial, já que o objetivo real desse início acaba sendo de tornar tudo “épico” o tempo inteiro.

A direção e a parte técnica também estão impecáveis. Todas conseguem passar bastante o clima de uma ficção-científica espacial, algo próximo ao sentimento de Star Trek – A Nova Geração, relatada por muitos fãs como o melhor seriado da franquia. Os efeitos visuais não deixam nada a desejar, ainda mais nas incríveis maquiagens dos Klingons, que ganham um absurdo destaque nesse início.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido… e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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