Televisão em 2018: o melhor e o pior

É inegável o quanto a televisão se expandiu nos últimos anos. O poder da telinha sempre foi algo presente, algo muito notável aqui no Brasil, onde os jornais e as telenovelas possuem grande destaque e influência, mas atualmente é possível dizer que estamos na “Era de ouro” da televisão. Atores e diretores de grande escalão do cinema e do teatro migrando aos poucos para os seriados é uma prova disso. 2018 não foi exceção a regra, com lançamentos cada vez mais diversos, variando também em qualidade.

A bonança da Netflix

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Conforme foi ganhando mais destaque e impacto na indústria do entretenimento, a Netflix aumentou cada vez mais seu catálogo de produções originais. Em 2016, o CFO da empresa David Wells disse para a Variety que o plano era que 50% do conteúdo do serviço fosse de produções originais. Foi possível acompanhar essa prioridade por quantidade em 2017, já que toda semana havia um novo lançamento disponível no catálogo. No entanto, muitas dessas produções acabaram não vingando e sendo canceladas ou esquecidas rapidamente ou recebidas friamente pela crítica e pelo público.

Em 2018, esse cenário mudou. O investimento foi pesado em produções cinematográficas, algo que funcionou substancialmente visto o sucesso de produções como Bird Box, com Sandra Bullock e Roma, de Alfonso Cuáron. As séries originais não ficaram para trás. Queer Eye, On My Block, O Mundo Sombrio de Sabrina, Maniac, Narcos: México são bons exemplos de produções que não só receberam críticas positivas como foram sucessos de público. Também é preciso lembrar das animações, como Bojack Horseman, Hilda, She-ra e Desencanto.

Houveram grandes inícios e continuações

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Janeiro já começou com o retorno de American Crime Story, a aclamada antologia criminal de Ryan Murphy, dessa vez abordando o assassinato de Gianni Versace. Com Penelope Cruz, Darren Criss e Edgar Ramirez em excelentes atuações e caracterizações, não foi um ano tão popular quanto o primeiro, mas igualmente excelente. 9-1-1, procedural também de Murphy, surpreendeu e foi logo renovada. Good Girls, da NBC, conquistou o público quando entrou para o catálogo da Netflix, abocanhando logo uma renovação e uma segunda temporada com muita ansiedade do público. Killing Eve, Pose, Castle Rock Sharp Objects também chamaram atenção ao longo de 2018, que contou também com excelentes anos consecutivos, já que a segunda temporada de séries como Atlanta e Dear White People exibiram uma significante melhora em títulos que já eram bons.

Houveram finais (felizes ou não)

Junto com o fim do ano, muitas produções tiveram seu final em 2018. Muitos desses títulos foram sucessos enormes de audiência e crítica, como The Americans, que se despediu em maio com um final estrondoso após seis temporadas de sucesso, New Girl, em uma temporada reduzida e mais tímida após sete anos no ar. Quem também foi embora, após diversas baixas no elenco e uma grande queda de audiência, foi Once Upon a Time, a novela de contos de fada que foi um dos carros-chefe da ABC durante seu auge. The Fosters, The Originals, The Middle Scandal também terminaram esse ano. Mas talvez um dos fins mais tristes seja o de Hora de Aventura, animação do Cartoon Network que iniciou uma nova era para os desenhos do canal. Com um épico final de 44 minutos, a conclusão das aventuras de Finn, Jake, Marceline e Princesa Jujuba foi uma das mais comentadas no Twitter durante a transmissão, que contou inclusive com um dos primeiros beijos LGBT em uma produção do canal.

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A diáspora da televisão

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Não é exclusivo de 2018 ver grandes astros do cinema na televisão. Nicole Kidman, Winona Ryder, Anthony Hopkins, Rodrigo Santoro e diversos outros nomes já haviam marcado presença em minisséries e shows antes disso. Mas em 2018 foi possível também ver o retorno de grandes estrelas para produções aclamadas. Julia Roberts estreou no final do ano com Homecoming, um excelente experimento do criador de Mr. Robot, Sam Esmail. Jim Carrey também retornou em grande estilo com o drama sobre saúde mental Kidding, do Showtime, que trouxe um dos plano-sequências mais comentados recentemente. Além disso, Meryl Streep levou a internet à loucura ao anunciar que participaria da segunda temporada do hit Big Little Lies, já gravando sua parte na íntegra e deixando o público mais do que ansioso com diversas fotos dos bastidores.

Cancelamentos e salvamentos

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Enquanto muitas séries estrearam com louvor nesse ano, muitas produções consolidadas receberam o aviso prévio e foram canceladas. American Vandal, Luke Cage, Demolidor, House of Cards e Everything Sucks foram só alguns títulos da Netflix a receberem o machado. A Amazon Prime Video também causou demissões em grande escala já que cancelou muitas de suas consagradas comédias, como Mozart in the Jungle I Love Dick, para começar a investir em títulos de grande orçamento, como o vindouro seriado baseado em O Senhor dos Anéis. Mas quem talvez tenha recebido mais críticas neste aspecto foi a FOX, que mandou The Last Man on Earth, The Exorcist, The Mick e outras pro saco, mas teve um choque quando o fiel público de Brooklyn Nine-Nine não reagiu nada bem ao cancelamento, começando uma enorme campanha online para salvar a comédia. Felizmente, a NBC a resgatou do limbo e a sexta temporada estreia dia 10 de janeiro.

O ano das bruxas

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Embora não tenha sido exatamente um período mágico, é inegável que as bruxas tenham dominado a televisão em 2018. Isso se deu especialmente durante a temporada de outono, que trouxe o sempre esperado retorno de American Horror Story com muito hype ao redor do antecipado crossover entre as temporadas MURDER HOUSE e COVEN, trazendo de volta as feiticeiras do ano de 2013. A CW também não ficou para trás e participou da cota com o reboot de Charmed, trazendo a trama de sucesso dos anos 90 para uma nova e mais diversa abordagem. Não pode-se esquecer também do maior sucesso da lista, O Mundo Sombrio de Sabrina, que trouxe a icônica personagem da Archie Comics para uma roupagem mais sinistra e sombria. Talvez menos falada mas ainda muito interesse também foi A Discovery of Witches, adaptação dos livros de Deborah Harkness que traz Teresa Palmer e Matthew Goode como uma bruxa e um feiticeiro apaixonados. Com todos os pesares, 2018 foi sem dúvidas um ano de enfeitiçar.

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