10 filmes para os 90 anos de Fernanda Montenegro

Neste último dia 16 (quarta), a atriz Fernanda Montenegro completou 90 anos de vida. Os últimos meses tem sido devidamente especiais para ela, devido a também o recém-lançamento de sua autobiografia Prólogo, Ato e Epílogo. Com isso, resolvemos reunir 10 filmes marcantes para a carreira da artista, com o intuito de você conhecer ou talvez rememorar alguns dos maiores trabalhos da maior atriz brasileira de todos os tempos.

– A Falecida (1965)

Um dos primeiros filmes feitos por Fernanda e a realização inaugural de sua parceria com o diretor Leon Hirszman. A obra, quando lançada, foi censurada pela ditadura militar, por considerar a atuação de Montenegro como “ruim”, algo risível nos dias atuais. Na produção em questão, acompanhamos a história de uma mulher apaixonada com a ideia e a vontade da morte. Isso só eleva ela a uma das atuações mais complexas e intrigantes de sua trajetória.

– Marília e Marina (1976)

Talvez um dos longas menos conhecidos da atriz, mas não que isso seja ruim. Aqui, trabalhando com o diretor Luiz Fernando Goulart, ela participa da trama de duas irmãs, Marilia e Marina, na qual buscam no sexo e na noite do Rio de Janeiro uma resposta para escapar do vazio de suas vidas e do abandono da família. Como curiosidade, aqui ela contracena com seu marido por quase toda a vida, Fernando Torres.

– Eles Não Usam Black-Tie (1981)

Mais uma parceria de extremo sucesso entre Fernanda e Leon Hirszman. Aqui, talvez a mais famosa de todas realizadas. Em uma produção mais política e até complexa por se relacionar ao momento político do Brasil naquele instante. Ela possui um papel misturado entre o contido e de grandes momentos. Na história, vemos o filho do líder do sindicato não querer se envolver em uma greve, porque sua esposa está grávida, acabando por não considerar a tradição de ativismo político de seu pai.

– A Hora da Estrela (1985)

Em um papel pequeno, todavia de um destaque e uma presença absurda, aqui vemos uma outra face da artista. É um dos poucos papéis de sua trajetória no cinema ao ser dirigido por uma mulher – aqui, no caso, por Suzana Amaral. A adaptação do livro mais famoso de Clarice Lispector conta a história da triste e complicada trajetória de Macabea. Um dos grandes filmes brasileiros de todos os tempos.

– Fogo e Paixão (1988)

Obs: Não achamos nenhuma imagem de Fernanda Montenegro no filme.

Outro papel menos reconhecido e até visto da atriz. Nessa produção, vemos a trama de um grupo de pessoas que está num ônibus de excursão numa cidade grande. Em seu retorno para casa, o japonês Kankeo, um dos turistas, mostra o vídeo do passeio para um grupo de amigos. Como curiosidade, a obra é dirigida por dois arquitetos, Márcio Kogan e Isay Weinfeld.

– O Que é Isso Companheiro? (1997)

Apesar de não ser uma das grandes interpretações em termos de aparição, é uma realização muito marcante. Até por ser um longa também muita marcante na história do cinema do nosso país, sendo, inclusive, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Na história, acompanhamos a ação de Fernando e seu grupo de guerrilha MR8 ao sequestrarem o embaixador americano no Brasil.

– Central do Brasil (1998)

Um dos filmes mais lindo da história da cinematografia brasileira e o papel que fez Fernanda Montenegro virar um fenômenos também mundial. Isso porque ela conseguiu, por essa atuação, ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1999, inclusive sendo uma das maiores cotadas a vencer. Acabou por não conseguir. No longa, dirigido por Walter Salles, vemos a história de uma ex-professora que escreve cartas para analfabetos e um menino, cuja mãe acabou de morrer, enquanto procuram o pai desse, na qual ele nunca conheceu.

– O Auto da Compadecida (2000)

Mais um filme desse período e mais um papel de grande destaque de Fernanda. Aqui, apesar de ela não aparecer tanto assim, tem uma força gigantesca ao interpretar Maria. Sua entrada aqui é talvez uma das memórias culturais mais fortes do país. A narrativa fala sobre os animados João Grilo e Chic, no qual são pobres que vivem no interior que enganam muitas pessoas em uma pequena cidade do nordeste do Brasil. Mas quando eles morrem, precisam ser julgados por Cristo, o Diabo e a Virgem Maria, antes de serem admitidos no paraíso.

– Casa de Areia (2005)

Talvez a maior contracenação entre Montenegro e sua filha, Fernanda Torres. Em uma produção dirigida por Andrucha Waddington, vemos mãe e filha fazendo papéis de grande destaque em uma obra que acabou sendo um pouco esquecida pelo público. Na história acompanhamos sobre uma mulher, no qual é levada junto com a mãe em 1910 para um deserto distante pelo marido e, após sua morte, é forçada a passar os próximos 59 anos de sua vida tentando desesperadamente escapar dela.

– A Vida Invisível (2019)

Tudo bem que falar desse filme pode ser roubar um pouco na lista, contudo é inevitável colocar. Isso porque o mais recente trabalho de Fernanda Montenegro ganhou um dos principais prêmios do Festival de Cannes nesse ano e ainda leva a possibilidade do longa ser lembrado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. A história retrata sobre duas irmãs nascidas no Rio de Janeiro que passam pela vida, cada uma acreditando erroneamente que a outra está vivendo seus sonhos a meio mundo de distância.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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