A origem da Marvel nos cinemas

É indiscutível que o Universo Cinematográfico da Marvel fez algo realmente único dentro da sétima arte.

A única comparação possível pode ser, talvez, os clássicos filmes de monstros da Universal no início dos anos 30. Mesmo com essa possível analogia, as magnitudes tomadas aqui são extremamente diferentes. A onda iniciada nos anos 2000 com o sucesso de X-Men e Homem-Aranha inaugurou o que pode-se chamar ”era de ouro dos heróis no cinema”, algo inegável seja você fã de quadrinhos ou não. Essa onda atingiu e ainda atinge milhões de pessoas pelo mundo. Mas essa história começou bem antes, lá nos anos 70. Você sabe qual foi a origem da Marvel Comics dentro do cinema?

Há dois fatores a serem considerados aqui. O primeiro deles é a inevitável força da DC nesse período prematuro. Superman, com Christopher Reeve, levava um outro conceito para telas, algo jamais visto anteriormente. Além de ser uma ótima obra cinematográfica, é um traço marcante e único dessa curta história dos super-heróis dos quadrinhos nas telonas; o segundo é o impacto dos seriados de TV. Atualmente com produções gigantescas, na época o que se via era algo mais barato e simplório. Com isso, episódios piloto de O Espetacular Homem Aranha e Doutor Estranho foram encomendados no fim da década de 70, consolidando a ideia de que os seriados pareciam estar mais no visor da editora nesse período.

X-Men (2000)

Levando em conta os acontecimentos do período, a Marvel chegava ao seu fatídico ano de 1979, quando lançava o longa televisivo Capitão América. É impressionante pensar que quase 40 anos depois seria possível ver o que acontece nos dias atuais, com a imensa celebração da cultura popular e, principalmente, do cinema na vida coletiva. Com um pouco mais de 1h30min, esse filme realmente não vale uma assistida, mas sua ideia como clássico é algo extremamente importante. Talvez não seja um marco para o gênero, mas é o indício de que algo muito maior (e melhor) estaria a caminho.

Se for levado em conta ainda uma transformação de ”serialização” em uma obra cinematográfica, o Capitão é lembrado outra vez, mas em um tempo bem anterior. Durante o auge da Segunda Guerra Mundial (1944), uma película televisa foi feita, sendo dividida em um total de 15 capítulos. A importância do personagem no contexto nacionalista estadunidense é única e a realização de algo para o audiovisual ainda no período, mostra como sua relevância foi ainda maior do que se pode imaginar.

Quarteto Fantástico (1994)

O herói americano ainda seria lembrado mais uma vez durante os anos 90, um período marcante para a Casa das Ideias no período, que enfrentava uma crise financeira que quase a levou à falência. Junto com Quarteto Fantástico, a década de 90 marcou o fim de uma era que o estúdio não possuía quase nenhuma força no cinema, algo que viria a mudar já no início dos anos 2000 com o lançamento da trilogia do Homem Aranha e da saga dos mutantes comandada por Bryan Singer. Obras essas que começaram a consolidação de uma marca que passou a ser tão conhecida mundo afora.

Esse é apenas o início de uma complexa trajetória da Casa das Ideias em torno de filmes e séries, que resultaram em algo gigantesco. O ano de 2018 é marcado pela chegada de Vingadores: Guerra Infinita, que não se trata apenas de um “filme de super-herói”, mas de um evento cinematográfico de proporções poucas vezes vistas antes. O mais impressionante, no entanto, é que muita coisa ainda será feita.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *