Coluna do Pedro | A volta de Selena Gomez com Rare

Depois do grande sucesso com Revival, Selena Gomez ficou 4 anos lançando apenas singles soltos e parcerias. Com sua vida pessoal tomada de momentos difíceis, não era o momento de focar na sua carreira musical (apesar da alta demanda). No entanto, com todas as expectativas possíveis, Selena lança o Rare

A divulgação começa com a emocional faixa lançada no final de 2019, “Lose You To Love”. Sendo, acredito eu, o depoimento final da novela Jelena (o relacionamento da cantora com o Justin Bieber), a canção chega acompanhada de um clipe simples e bonito. Parece que ela precisava dar essa resposta para o mundo e avisar que foi difícil, mas, mesmo assim, superou e tá tudo bem, ela pode seguir em frente sem isso ser um tópico. 

Ela reforçou esse sentimento de auto suficiência na outra faixa de divulgação, “Look At Her Now”. Uma música que, a princípio, pode parecer que vai passar despercebida, mas isso não acontece, pois ela gruda e você percebe que gostou mesmo. O clipe é colorido e diferente do que a cantora já tinha entregado na carreira. Apenas saldos positivos da nova fase, até então. 

Rolou uma apresentação polêmica no Billboard Music Awards, onde ela foi muito criticada pela voz e pela presença, porém, particularmente, euzinho que vos escreve achei bem legal e não diminuiu meu hype pro que chegaria agora em janeiro. Por isso, quando dei o play no Spotify as expectativas eram altas. Eu esperava receber mais coisas como “Look At Her Now” e até mesmo uma pitada emocional de “LYTLM”. No entanto,  eu recebi algo muito parecido com o Revival.

O Rare entrega um conteúdo que, para mim, pareceu uma repetição do que a Selena fez em 2015. Definitivamente tem uma identidade artistica na cantora, mas não houve qualquer evolução. Ao ouvir do começo ao fim, senti algo muito datado e que realmente pertencia a cantora em 2015. 

Salvo algumas exceções, como os singles, a excelente “Ring” e a bonita “Vulnerable”, o disco fica escondido entre as quantidades de lançamentos que o mundo pop anda recebendo. Acredito que se não fosse um comeback esperado de uma artista muito querida, ele passaria despercebido. Apesar disso, essa opinião é completamente pessoal, considerando que a média do Metacritic é 80 para os críticos e 9.0 para os usuários.

A volta de Gomez me gerou muita expectativa, que não foi correspondida, mas que agradou muita gente. Com um álbum que soa como se fosse uma continuação em 2016 do seu álbum de 2015, Rare não pode ser considerado ruim, pois entrega boas letras e ótima produção, todavia pode ser considerado datado e um pouco genérico. 

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