Livro retrata o sentimento de inadequação da mulher após a maternidade

A dificuldade de ser mulher em uma sociedade patriarcal coloca barreira em todos os lugares. Inclusive, em uma das formas mais puras humanas: o nascimento. As mulheres, ao terem filhos, são muitas vezes abandonadas, rejeitadas e até mal faladas. Ao mesmo tempo que sofrem a pressão social para ter um filho. Essa questão é um dos pontos principais e de partida para o livro Morra, Amor, lançamento da Editora Instante.

Na história, estamos em uma região esquecida do interior da França. Ali, uma mulher luta contra seus demônios: ao mesmo tempo que abraça a exclusão, deseja pertencer; que almeja a liberdade, sente-se aprisionada; que anseia pela vida familiar, quer botar fogo na casa. Casada e mãe de um bebê, ela se sente cada vez mais sufocada e reprimida, apesar de o marido aceitar seu estranho comportamento. A condição feminina, a banalidade do amor, os terrores do desejo, a maternidade e a brutalidade inexplicável “de levar seu coração com o outro para sempre”.

A obra é escrita pela escritora argentina Ariana Harwicz, na qual tem, pela primeira vez, um trabalho seu lançado no país. Nascida no ano de 1977 em Buenos Aires, ela divulgou seu primeiro livro no ano de 2012. Esse era o mesmo falado aqui. Nos anos seguintes – inclusive nesse – ainda saíram outras apresentações, como La débil mental, Precoz e Degenerado.

Morra, Amor está sendo lançado oficialmente nesta terça (dia 1), sob o preço de capa de R$44,90. Você pode comprar ele por aqui.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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