Loja de Unicórnios e a aceitação da vida adulta

Sob o holofotes da mídia está Brie Larson, famosa por ganhar o Oscar de melhor atriz em 2015 por sua performance em O Quarto de Jack e agora cai nas graças do grande público ao protagonizar Capitã Marvel, do MCU. A atriz agora faz sua estreia na direção com o novo longa original da Netflix, Loja de Unicórnios. 

O filme conta a história de Kit (Brie Larson), uma jovem adulta que volta a morar com os pais após fracassar na faculdade de artes e ser expulsa. Kit teria o que chamamos de “Síndrome do Peter Pan”. Com gostos peculiares e infantis, a artista se recusa a amadurecer. Mas é quando a dura realidade bate à sua porta que Kit terá de pensar em um segundo plano. Tendo seus sonhos esmagados e sem expectativa, a jovem decide que está na hora de fazer parte do mundo chato dos adultos e arruma um emprego provisório em uma companhia que não é nada a sua cara.

Kit começa a receber diversos convites curiosos e criativos, mas sem remetente, ate que um deles a convida para conhecer ‘À Loja’ (The Store). Chegando ao local, ela conhece o vendedor (Samuel L. Jackson). Fazendo uso de roupas chamativas e brilhantes, ele oferece à protagonista a oportunidade de realizar um sonho de criança: ter um unicórnio. Porém, para Kit obter o ser mágico, ela precisa realizar diversas lições. Seria uma metáfora sobre felicidade?

Somos apresentados a dois mundos diferentes transitados pela protagonista: o adulto, quando a jovem está no trabalho usando o terno sem graça e sem cor da mãe, e o infantil, quando Kit está no seu dia-a-dia usando suas roupas vibrantes e estampadas, e claro, a fotografia acompanha as roupas da protagonista. Uma obra simples que mescla drama, comédia e fantasia. É um filme fofo sobre amadurecimento, sonhos, insegurança e como muitas das vezes não sabemos lidar com o fracasso. Apesar da mensagem ser entendida, ela não é passada da melhor maneira, com um roteiro fraco que tinha a oportunidade de trazer grandes reflexões e críticas sobre o mundo dos adultos e o que é ser um adulto, infelizmente, foi pouco explorado.

Larson se perde um pouco apresentando cenas nostálgicas da protagonista que acaba não acrescentando muita coisa na trama, mas busca por ângulos diferentes dando certa personalidade, ela definitivamente tem futuro na direção e 2019 é com certeza seu ano. Loja de Unicórnio é filme que relata o olhar pessoal da atriz e agora cineasta sobre a vida. É sobre aceitar a vida adulta, mas nunca desistir de sonhar.

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Ana Barbosa

Estudante de Jornalismo, feminista e enaltecedora de mulheres na arte. Viciada em séries, principalmente em Doctor Who, compra mais livros do que consegue ler e não recusa um café. A típica canceriana que chora em todos os filmes que assiste, ou pelo menos quase todos.

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