Me Chame pelo seu Nome é um dos filmes mais lindos sobre o amor, independente de como ele seja

Histórias de amor com casais homossexuais têm se tornado algo cada vez mais frequente na sétima arte, um fruto dos tempos atuais. Sendo assim, essas tramas não diferem em nada quanto à casais héteros, já que sempre possuem uma linha narrativa muito similar. Me Chame pelo seu Nome é um desses filmes incríveis, que leva o telespectador para um mundo em que o amor é extremamente lindo e absurdamente real.

O longa conta a história de Elio, que vive com sua família no norte da Itália, no ano de 1983. A família – que recebe visitas anuais de algum estudioso da arte greco-romana – acaba tendo a visita do acadêmico Olive, que veio ajudar seu pai. Logo os dois desenvolvem um grande amor e afeto um pelo outro.

Um dos pontos mais positivos aqui é a incrível direção de Luca Guadagnino (que está sendo responsável pelo remake do clássico Suspiria). Ele consegue, com muitas câmeras mais estáticas e também movimentos leves, passar um clima extremamente tranquilo e gostoso de se assistir. As cenas do casal também são muito sutis e levam mais para o lado dos diálogos, já que ficam mais paradas. O roteiro, escrito por James Ivory, possui nos diálogos seu ponto mais forte, mas peca na leveza da narrativa. O primeiro ato acaba sendo um pouco arrastado devido a trama pouco avançar. Além disso, alguns momentos são levados com intensa inverossimilhança, o que tira muito o telespectador de dentro a obra.

As atuações são o ponto-chave aqui, já que a química do casal protagonista é perfeita. Armie Hammer e Timothée Chalamet parecem quase formar um casal de verdade, com uma naturalidade absoluta. Além disso, se sobressaem muito ao resto do elenco, que estão mais no nível regular (tirando apenas uma cena com o ator Michael Stuhlbarg – que interpreta o pai de Elio – em um dos momentos finais), mas, sem sombra de dúvidas, Armie é o grande destaque do elenco, podendo até ser lembrado nas grandes premiações.

Na sua parte técnica, tudo aqui é excelentemente bem feito. A fotografia possui uma palheta de cores incrível e sempre muito vibrantes, levando um pouco a certas situações que vão acontecer adiante – detalhes para o figurino, que se complementam de maneira incrível. A trilha sonora também é muito boa, com tons extremamente suaves e principalmente na cena final, que pode levar às lágrimas a muitas pessoas.

Tramas de amor são extremamente tocantes no cinema quando realizadas de uma forma muito tocante, e aqui é exatamente isso que é feito. Quem sabe em mais um ano o Oscar irá lembrar sobre uma história homossexual, algo extremamente importante para os tempos atuais.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido… e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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