Os 5 melhores discos de Caetano Veloso

É sabido que Caetano Veloso é um dos grandes artistas e compositores de uma geração inteira dentro do Brasil. Em outubro desse ano, o artista saiu, mais uma vez, da caixinha do senso comum e lançou Meu Coco, uma obra que vai desde conotações políticas, até mesmo uma busca por compreender melhor a tecnologia na atual idade. Os 79 anos pouco impediram de sempre ousar e buscar novidades nas formas de trazer música. Por isso, resolvemos fazer essa pequena lista com seus 5 melhores discos:

5 – Abraçaço (2012)

Apesar de alguns torcerem o nariz para essa escolha, é interessantíssima a forma como o artista se renova e cria um novo direcionamento para a carreira em Abraçaço. Sempre buscando as referências populares, ele se utiliza aqui de um pouco de tudo para formular e reformular o CD a todos os momentos. A abertura já demonstra bem isso, com “A Bossa Nova é Foda”. Mas talvez a que menos pode ser deixada de lado dentro desse debate é “Funk Melódico”, no verdadeiro abraço de Caetano a fugir do que ficou reconhecido como seu “padrão”.

4 – Caetano Veloso (1971)

O primeiro olhar para internacionalização de suas músicas, Caetano Veloso é um disco até, de certa forma, complexo. Se o artista ficou reconhecido pelos arranjos de guitarra e uma busca de espalhar o movimento da Tropicália, aqui vemos quase uma reclusão e repensamentos sobre a própria música. Só que, ao mesmo tempo, parecemos quase estar vendo um artista em plena Londres dos anos 60 e 70, mas inteiramente abrasileirado, algo que se apresenta especialmente em “Maria Bethânia” e “Shoot Me Dead”.

3 – Caetano Veloso (1967)

Se falamos antes sobre o depois, não se pode deixar de fora o que fundamentou Caetano para ser quem ele é atualmente. Um clássico, Caetano Veloso é o álbum de estreia solo do cantor, buscando referências em todos os cantos e criando um grande misto da cultura popular nacional. A abertura, com a clássica “Tropicália“, leva a esse pensamento, o que apenas continua pelas também marcantes “Alegria, Alegria” e “Soy Loco Por Ti America”. Impossível de esquecer.

2 – Cê (2006)

É fato que o artista teve influência dentro do rock no início da sua carreira, mas isso acaba sendo esquecido em diversos momentos da discografia. No entanto, é a grande volta com estilo para as lembranças iniciais em uma pegada inteiramente contemporânea. Talvez essa seja a melhor descrição de um CD que está atrás de brincas com as múltiplas representações musicais do gênero. Não a toa, foi influência até para grupos de fora do país, como Arctic Monkeys. Os destaques aqui ficam por conta de “Rocks”, “Deusa Urbana” e “Odeio”.

1 – Transa (1972)

Se falamos aqui sobre discos que marcaram por formatar a carreira de Caetano Veloso, podemos também buscar entender de que maneira o compositor passou de um nome da música brasileira para um ícone cult também. E esse trabalho tem nome: Transa. Mais um com diversas faixas em inglês, em uma tentativa de exportação da própria carreira – e que deu certo -, o mais interessante nessa obra é a multiplicidade de experimentações e jeitos que o artista vai se colocando. Essa representação está desde em “You Don’t Know Me” até “Nostalgia”. Uma obra prima.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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