Prestes a ser ultrapassado pela Apple, Spotify busca se reinventar

O Spotify segue sendo uma das plataformas digitais para consumo de música por streaming mais populares atualmente. Seus números não mentem, na medida em que sua atuação nos charts do maior mercado de música do mundo, os Estados Unidos, cresce cada vez mais. Se antes o rádio pautava o que estava em alta, atualmente é a plataforma uma das principais ferramentas de medição de popularidade da indústria fonográfica. Esse crescimento pode ser notoriamente observado nos últimos anos.

No entanto, a Apple, até então concorrente indireto com seu software para compra de singles e álbuns – o iTunes –, percebendo o impacto da plataforma sueca e a queda cada vez mais expressiva de vendas digitais, lançou a Apple Music, que não só desestabilizou o reinado do quase soberano Spotify, como obrigou a empresa sueca a pensar novas formas de manter sua popularidade.

Dado esse ponto, a plataforma de streaming musical buscará o aperfeiçoamento do aplicativo para celulares, segundo informações divulgadas pela Bloomberg. Além disso, eles tornarão playlists mais fáceis de acessar, de modo que os usuários não pagantes tenham mais autonomia sobre as músicas que ouvem, o que não acontece na versão atual, na qual os usuários free são obrigados a ouvir músicas no aleatório, sem liberdade de decisão.

Enquanto há previsões para que o iTunes seja descontinuado definitivamente, sua concorrente direta aproveita a oportunidade para aperfeiçoar seus serviços prestados e já se mune contra as cartas e defesas na manga que a empresa criada por Steve Jobs provavelmente está guardando para jogar no momento certo.

Uma data para as atualizações já pode ter sido definida (dia 24 de abril), durante um evento da companhia. Tudo não passa de um rumor, no entanto, até dado momento. No Brasil, a plataforma segue cada vez mais popular, com números expressivos, cada vez mais relevantes para as gravadoras, seus respectivos artistas e companhias de marketing por trás de seus lançamentos.

A estratégia pode parecer não rentável para leigos, a princípio. Mas, analisando a situação a longo prazo, a tática pode ser interpretada como uma tática bastante inteligente que atrairá uma nova leva de consumidores e possíveis novos usuários premium. A versão free do aplicativo – por ser muito limitada – acaba não sendo atrativa e agradável para quem o utilizar sem pagar, já que não têm como optar pelas músicas que gostariam de ouvir, em uma dinâmica – ou falta de dinâmica – que muito se assemelha a proposta das emissoras de rádio.

Atualmente, o Spotify depende dos seus consumidores, segundo a Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos. Cerca de 90% de seu lucro vem de assinantes; no entanto, os usuários pagantes não representam sequer metade da parcela total. Enquanto a Apple Music vem crescendo e tomando o espaço que antes era ocupado plenamente pela empresa sueca, o Spotify precisa pensar urgentemente em maneiras de se sobressair na medida em que a quantidade de assinantes pagos do serviço de streaming da organização da maçã está cada vez mais próximo de ultrapassar seus números.

 

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