Tomb Raider: A Origem é divertido, mas com muitos erros

As adaptações de games para os cinemas sempre se mostraram um fracasso. A não ser por alguns filmes considerados regulares e outros que obtiveram sucesso na bilheteria, a maioria se resumiu em grandes tristezas para os fanáticos dos jogos. “Tomb Raider: A Origem” parecia ser o grande salvador da pátria. Uma trama de ação, aventura, exploração, relembrando “Indiana Jones” e até o realismo da série “Uncharted”. Se isso deu certo? Até algum ponto sim, mas nem tanto.

A história se passa em Londres quando, aos 21 anos, Lara Croft leva a vida fazendo entregas de bicicleta pelas ruas da cidade e se recusando a assumir a companhia global do seu pai desaparecido a muito tempo, fato que ela não aceita. Tentando desvendar o sumiço do pai, Lara decide largar tudo para ir até o último lugar onde ele esteve e inicia uma perigosa exploração, em uma ilha praticamente desaparecida do mapa.

Talvez a maior virtude aqui venha com Alicia Vikander, que interpreta a protagonista da história. Ela parece uma incorporação completa de Lara dos games, ainda mais lembrando essa nova fase com os jogos de 2013 e 2015. Além disso, sua atuação sobe a média do elenco, que parece preguiçoso em trabalhar. Walton Goggis, que faz o vilão, é um belo exemplo disso, já que se trata de um ótimo ator, que cria um personagem muito mais caricato do que interessante, apesar de ter uma boa motivação em suas costas.

A direção do norueguês Roar Uthaug ousa nas cenas de ação, aonde ele remete a muitas jogadas, como a questão dos puzzles e até um plano longo com furtividade, aonde Lara precisa encontrar um objeto. Ele parece ter um total domínio da câmera nesses momentos, inclusive na sequência final, extremamente bem comandada. Apesar disso, no resto do longa, Roar opta por ir no extremo comum, o que acaba decaindo um pouco a narrativa.

O maior problema de todos os aqui é, sem sombra de dúvida, o roteiro de Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons. Nele, a exposição toma conta no lugar de uma trama que poderia ser extremamente mais desafiadora para o público, por se tratar de uma história de aventura. Além disso, essa obviedade e a repetição de cenas se encontra em todas as quase 2 horas de projeção, o que subestima muito a inteligência da audiência.

“Tomb Raider: A Origem” é uma boa aventura, que diverte o público em muitos momentos, mas falha criticamente em outros. Apesar disso, deve ser um filme que irá agradar bem mais do que o simples e pode começar uma franquia de sucesso, já que seu fim é extremamente aberto. Será uma luz no fim do túnel?

6.5
  • 6.5/10
    Tomb Raider: A Origem - 6.5/10
6.5/10

Resumo

Divertido, mas ordinário.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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