Coldplay e seu Everyday Life

Depois de 4 anos do último álbum de estúdio da banda (A Head Full of Dreams), o Coldplay retorna para um novo trabalho. Dessa vez, sob o título de Everyday Life, o grupo britânico foge um pouco de toda sua relação passada e do abraço ao pop que estava ocorrendo recentemente. Com a intenção de buscar algo mais diferenciado e até, como o vocalista Chris Martin disse, “experimental”, foi realizado algo não totalmente inovador, mas serve de alento a um retorno do grupo como eram anteriormente.

Divididos em 16 músicas, o CD não possui uma direção tão grande assim. São cerca de 53 minutos de uma produção dupla, dívida em duas partes: Sunrise e Sunset. O primeiro abre toda a apresentação com um conceito bem mais voltado ao rock alternativo, com experimentações de jazz, sintetizadores e etc. Esse momento até rememora bastante trabalhos dos anos 80, por exemplo, ao mesmo tempo que traz uma certa áurea de épico que eles sempre souberam realizar. Já o segundo é uma parte um pouco mais convencional, apesar de buscar algo diferenciado nas letras.

E, falando nisso, liricamente temos uma apresentação bem interessante aqui, na qual busca discussões sobre papel no mundo, manifestações, condições políticas, refugiados. O Coldplay parece não ter medo algum de se posicionar, inclusive falando contra o uso das armas efusivamente. Com essa construção bem única, ele trabalha em um front de buscar algo novo, trazer elementos para o contemporâneo.

Bem avaliado desde seu lançamento, em 22 de novembro, o álbum mostra uma possibilidade de um retorno a uma banda quase esquecida no tempo. Ao assumir cada vez mais os diversos elementos estéticos de uma linguagem mais pop, o grupo parece ter se perdido no meio da caminho, deixando de ser o que sempre foram. Dessa forma, Everyday Life parece ser uma válvula de escape ideal a um retorno triunfal. Ao menos é o que os fãs dos primeiros trabalhos da banda esperam.

Confira o álbum completo:

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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