Coluna da Rafaela | As três melhores coisas da FLUP – Festa Literária das Periferias – de 2019

A FLUP – Festa Literária das Periferias ocorrerá entre os dias 16 e 20 de Outubro, com entrada gratuita no Museu de Arte do Rio, centro da cidade. Um dos eventos mais aguardados do que tem de melhor na cena cultural do Rio de Janeiro, desde 2012 ela celebra a poesia falada, sobretudo dos negrxs e de quem é cria das periferias da cidade e agregados. Na sua 8ª edição, a FLUP, que antes ocupava espaços excluídos de programas literários, foi “obrigada”, por motivos de segurança,  a tomar o asfalto ao invés das favelas como Mangueira, Cidade de Deus e Vidigal que estão sendo massacradas desde a intervenção militar. Esse festival é um espaço de luta, resistência e amplificação das vozes que precisam ser ouvidas.

Resiliência, esse é o tempero fundamental e o que esta dando vida a Festa Literária desse ano. Depois do falecimento de Écio Salles, um dos criadores desse projeto, no mês de julho. Vale ressaltar que a maior parte da equipe de produção é formada por mulheres, e que a diversidade dessa edição vem de dentro pra fora.

– O Homenageado

 

Solano Trindade, um dos maiores nomes da literatura Afro-Brasileira, pernambucano, filho de sapateiro e empregada doméstica. Solano, além de poeta, era folclorista, pintor, ator, cineasta, militante político, operário, comerciário, cronista e teatrólogo. Em 1950, fundou o Teatro Popular Brasileiro em Caxias, na Baixada Fluminense, todo elenco era composto por trabalhadoras e trabalhadores.

A FLUP traz o espetáculo Solano, Vento Forte Africano na qual reconta a história desse artista múltiplo de forma que não poderia ser mais bonita, com  seus filhos e netos na representação. Em 2019, o poeta recifense completaria 111 anos.

– O Slam

O Slam é um campeonato de poesia falada e performática, onde juri é escolhido aleatoriamente e dá nota para os slammers (poetas), levando em consideração a poesia e o desempenho como critérios. E a FLUP faz uma das maiores batalhas do mundo com Rio Poetry Slam , poetas do mundo todo e o Slam Nacional, os melhores desse país. Se não bastasse só as performances serem incríveis,  a intervenção nos lugares onde essas poesias são declamadas é que faz a coisa toda ser mais mágica.

– Autorxs

As mesas dessa edição trazem grandes nomes, numa diversidade sem tamanho, pessoas que transformam o cenário mundial como: Ana Paula Lisboa, jornalista e escritora, favelada e carioca, divide a vida entre Rio e Luanda e publicou coletânea de poesias como Estrelas Vagabundas; Patricia Hill Colins, uma das maiores referências do feminismo negro mundial e Ami-Weickaane, curadora e diretora artística do maior festival de cultura negra do mundo o AFROPUNK  <3

Galera, fiquem ligados na programação completa desse evento galático! Você pode acompanhar melhor no site da FLUP.

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