Com amor, Creekwood e o Simonverse

Sinopse: Em Com amor, Creekwood, vamos descobrir o que aconteceu depois da formatura da escola e como todos estão lidando com a vida na universidade. Simon e Blue continuam apaixonados, só que a 189,1 quilômetros um do outro. Às vezes a saudade é quase insuportável. Já Leah e Abby dividem o dormitório e não se desgrudam, vivendo um romance adorável e chegando cada vez mais perto daquela palavrinha de quatro letras que começa com “a”.

Quando gostamos muito de uma história é normal desejar saber o que acontece depois e para quem leu ou assistiu Com Amor, Simon não foi diferente. Em Leah Fora de Sintonia tivemos alguns pedaços desse futuro, já que se passa no terceiro ano desse grupo de amigos que amamos, porém, como a história é focada em Leah, sabemos bem pouco da vida de Simon e Bram, apenas que continuam juntos. Com amor, Creekwood acompanhamos Simon Spier e seus amigos rumo à vida adulta no seus primeiros anos da faculdade. A história é contada através de emails fofos, divertidos, sensíveis e apaixonantes. Apesar de algumas mensagens de Leah e Abby, o foco é o relacionamento a distância de Simon e Bram e como os dois estão enfrentando essa nova jornada.

Uma escolha interessante da autora Becky Albertalli, foi deixar o Nick de lado nessa trama. Muitos fãs concordam que ela fez uma bagunça em Leah de Fora de Sintonia. Caso você não tenha lido Leah, mas tem vontade de ler Com Amor, Creekwood, já deve saber que Abby termina com Nick e inicia um romance com Leah. O crush que Leah sempre negou sentir por Abby é super válido, mas a autora podia ter inventado uma outra personagem para ter evitado a zona. Mas já que ela criou, ela fez o possível para se redimir nesse livro.

A autora também não economizou nas referências. Aqui, ela chegar a citar Starr (protagonista de o Ódio Que Você Semeia) e SJ (personagem de Cartas para Martin) como primas do Bram. Além de conter menções sobre seus próprios livros e personagens, as gêmeas Molly e Cassie, primas de Abby, do seu livro 27 Crushes de Molly são citadas e também há referências diversas de E Se Fosse a Gente? e O guia do cavalheiro para o vício e a virtude (livro lgbt por Mackenzi Lee, já acrescenta a sua listinha).  Se você está se perguntando se tem alguma ligação com Love, Victor, bom, não tem, pois, mesmo se passando em um universo compartilhado, Albertalli não tem os direitos dos personagens originais da série. Eu não assisti Love, Victor, mas durante uma pesquisa, fiquei sabendo que há um spoiler de Com Amor, Creekwood na série, então fiquem de olho.

Infelizmente, o livro é apenas uma novela e possui 140 páginas, mas eu seria capaz de ler muito mais. Assim como todas as obras da Becky, é muito gostoso de ler, cheio de amor, e mesmo não tendo uma história grandiosa, somente um grupo de amigos lidando com a faculdade e dilemas. É impossível não gostar, por simplesmente amarmos os personagens e querermos saber sobre o futuro deles.

Uma curiosidade: 100% do lucro adiantado ganho pela edição em inglês foi doado para o Trevor Project, organização sem fins lucrativos que trabalha na prevenção do suicídio entre jovens LGBTQ+.

Comentários

Ana Barbosa

Estudante de Jornalismo, feminista e enaltecedora de mulheres na arte. Viciada em séries, principalmente em Doctor Who, compra mais livros do que consegue ler e não recusa um café. A típica canceriana que chora em todos os filmes que assiste, ou pelo menos quase todos.

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