O recomeço de Brinquedo Assassino nos cinemas

Anunciado em julho de 2018 como um remake da franquia Chucky, o novo Brinquedo Assassino chegou aos cinemas brasileiros nesse último dia 22. Partindo de uma trama bastante parecida com a original, a obra dessa vez busca ser mais irônica com a questão tecnológica. Se no primeiro toda a questão do boneco envolvia um lado de uma certa troca de corpos meio espiritual sinistra, aqui todos esses conceitos vão mais em torno do grande vilão (ou herói né, vai saber) da produção ser um máquina de matar tecnologicamente feita. Até que ponto as máquinas realmente não dominaram o mundo?

O primeiro filme originário da saga, de 1988, contava com toda a criação de Don Mancini, que ficou sob controle de todas as obras produzidas no universo até agora. A partir de 2019, tudo fica sob supervisão da Orion Pictures, como produtora, tanto que Don nem esteve envolvido propriamente com esse longa. Por exemplo, o roteiro dessa vez foi escrito por Tyler Burton Smith. O clássico ainda possuía a direção de Tom Holland, na qual havia ficado famoso em 85 por dirigir A Hora do Espanto. Na nova versão, o comando fica a cargo de Lars Klevberg, apenas participante de curtas de terror independentes.

Ainda no longa original, era possível ver como foi praticada toda a utilização dos efeitos práticos. Enquanto a trama é em diversos momentos sem pé nem cabeça – algo até bastante típico dos slashers -, levando o protagonista criança Andy, feito por Alex Vincent, para um lado e para outro da cidade. Esse acompanha seu boneco, em um gigatesco plano de assassinatos para poder se vingar. Tudo isso muda quando Chucky, construído pela voz amedrontadora de Bradford Claude Dourif, descobre que necessitará apoderar-se do corpo do menino, devido a ser mais novo. O ápice climático da trama é construído com base nisso.

Com essa nova versão, a mãe do garoto Andy (Gabriel Bateman), feita originalmente por Catherine Hicks, agora é interpretada por Aubrey Plaza. Eles se mudam para uma nova cidade e o menino acaba sofrendo por um certo isolamento perante a amizades. Por isso, ela decide comprar Chucky, o boneco na qual responde comandos de voz para propor atividades, além dele executar tarefas domésticas. O problema é quando esse acaba por se transformar em um possessivo por Andy e gera as trágicas consequências já esperadas para a família.

Além das mudanças já citadas, uma outra grande alteração fica pela voz do persoangem título. Antes feita por Dourif, aqui ela é realizada magistralmente por Mark Hamill, reconhecido como Luke, de Star Wars. Essa nova adição já demonstra uma preocupação inteligente pelo remake em explorar ainda mais detalhes e tornar aterrorizantes pela voz. Para quem não sabe, Hamill é o responsável pela voz do personagem Coringa nas amizações mais recentes do Batman.

Com o custo de US$10 milhões para poder ser feito, o novo Brinquedo Assassino já conseguiu gerar US$29,2 milhões apenas nos Estados Unidos. Mundialmente, ele vem nesse leva do último dia 22 em terras nacionais, podendo angariar um novo sucesso comercial – já é – e trazer algumas sequências para a franquia. Apesar disso, a média da crítica é apenas razoável para ele, com 48 no metacritic. Mesmo assim, parece que, dessa vez, o Chucky veio para realmente ficar.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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