5 motivos para ver Ana e Vitória

Quando foi anunciado, o filme do duo AnaVitória veio cercado de polêmicas e receio por parte do público, já que parecia não fazer muito sentido contar aquela história, ainda mais por ser um grupo tão novo. Entretanto, para calar a boca de muitas pessoas, a produção – intitulada Ana e Vitória – agradou uma boa parte da crítica especializada e também vem sido bem falado pelos telespectadores, sendo eles fãs ou não.

A partir disso, o Senta Aí resolveu realizar uma pequena lista dando 5 motivos para se assistir ao longa, que transborda bons sentimentos e uma nova maneira de fazer cinema no país:

• Carisma

Se tem algo que podemos falar dessa dupla durante o filme é o seu carisma que bate no público de uma forma muito fácil. É impossível não se identificar e se relacionar com os medos, indecisões e situações em que as meninas estão. Essas situações muitas vezes envolvem amor e relacionamentos, algo que prova como a atuação de ambas, apesar de não serem tão boas no quesito atuação, transbordam um fator de identificação bem interessante.

Isso tudo corrobora para o lado jovem que a obra quer passar, já que se trata de quase um derivado do coming of age, apesar de ter uma estrutura narrativa um pouco diferente (que será comentada logo a seguir).

• A história

Uma das coisas que mais pode chamar atenção de quem assiste é a montagem segmentada em períodos da vida da dupla, gerando um amadurecimento na visão de mundo – apesar de não conseguirem se adaptar a isso em muitos momentos – e também o crescimento musical. Dentro disso, a edição faz algo parecido com o que Elliot Graham realizou em Steve Jobs, de 2015, aonde cada ato passa por uma fase importante da vida do gênio da tecnologia. Esse fato gera momentos muito dinâmicos, e um entendimento desse arco como um todo, criando uma real sensação de continuidade para os acontecimentos.

• Quebra de esteriótipos

Se a maioria das produções adolescentes falam sobre algum casal heterossexual, aqui o caso é diferente. Não há pré conceito com nada e, levando a algo bem diferente do cinema tradicional, as duas protagonistas são retratadas como bissexuais. No quesito de relacionamentos, também nada é dito como errado ou algo do tipo, dando aval a posibilidades de ser monogâmico ou aberto.

• Partes musicais

Isso pode não ser um bom motivo para algumas pessoas, mas quem se interessa em ver esse longa deve ter uma mínima vontade de gostar das músicas, o que já é bom passo andado para curtir como o é utilizado. De uma maneira bem inteligente, o diretor Matheus Souza não coloca toda a duração sendo permeada de canções, mas elas chegam em momentos necessários, naqueles famosos “sabe quando você não sabe o que dizer?”. Esse ponto é importante para o andamento da trama, já que as letras sempre são um pouco crucial para entender como cada personagem está se sentindo, mesmo que não sendo tão mostrado.

É importante ressaltar que nessas cenas não ocorrem momentos gigantescos, apenas pequenas demonstrações, quase como um videoclipe. Sejam eles compostos por faixas conhecidas ou não, esses são aqueles momentos perfeitos para ficar com o pé batendo no chão.

• Diversão

A sétima arte é, em sua base, diversão. E Ana e Vitória segue a risca esse papel, com uma trama leve e que consegue fazer a audiência se entreter quase que por completo.

Além dessa diversão estar intrínseca nas situações de destaque do longa, é impressionante como a comédia também se destaca. As piadas são tão bem realizadas que parecem estar ali, feitas por algum amigo próximo, de tão intimo que estamos daquelas personagens. Isso corrobora para alguns momentos hilários e outros mais emotivos, aonde é possível, até, derramar algumas lágrimas.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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