7 filmes para conhecer mais do cinema sul coreano

Na cerimônia do Oscar, no último dia 9, a história foi feita: pela primeira vez, um filme estrangeiro, Parasita, levava para casa o cobiçado prêmio de Melhor Filme, e mais três outros, como Melhor Roteiro Original, Melhor Direção e Melhor Filme Estrangeiro. Com a vitória, o cinema sul coreano ganhou os olhos do mundo, mesmo que muito antes da família Kim se infiltrar na família Park, as obras do país já tinham sido aplaudidas por festivais mundo afora. Desse modo, reuni sete obras para quem deseja se aprofundar nesse cinema tão rico. 

1 – Microhabitat (2017)

Microhabitat é o filme de debute da diretora sul coreada, Jeon Go-won. O longa acompanha Miso, uma jovem diarista que tem três grandes paixões: seu namorado, o aspirante à quadrinista Han-Sol, uísque e cigarros. Com o aumento do aluguel de seu apartamento, Miso terá que decidir entre cortar o fumo ou a bebida para continuar vivendo ali, mas decide cortar a moradia,e passa a viver como uma nômade, dormindo na casa de antigos amigos. Partindo disso, a narrativa de Microhabitat possui temáticas semelhantes a Parasita, realizando um comentário sobre a desigualdade social no país e os impactos do capitalismo na vida das pessoas. Mas se o vencedor do Oscar possui um tom mais ácido na crítica, o longa de Jeon Go aposta na melancolia.

2 – Poesia (2010)

Ao lado de Bong Jon-ho, Lee Chang-dong é outro grande nome do cinema sul coreano, cuja filmografia quase toda poderia estar nessa lista. Poesia, seu quinto longa como diretor, conta a história Yang Mi-ja, uma senhora de 66 anos, cuja vida passa por fortes transtornos quando seu neto, o malcriado Joon Wok, é acusado de um terrível crime. Poesia também concorreu à Palma de Ouro em Cannes, mas só levou para casa o prêmio de Melhor Roteiro. Como seu título indica, Poesia é um filme muito delicado, mas que esconde uma veia sombria, levando a um final inesquecível.

3 – O Gosto da Vingança (2005)

Kim Sun-woo é é um importante soldado da máfia coreana, servindo diretamente a Kang, líder da organização criminosa. Kim recebe uma missão de muita importância para a vida privada de seu chefe: espiar Hee-soo, uma das mulheres de Kang, que ele suspeita estar tendo um caso. Caso a traição se comprove, Kim tem ordens de mata-la imediatamente. Dirigido por Kim Jee-won, Gosto da Vingança apresenta equilíbrio ímpar entre o drama introspectivo com cenas de ação excepcionalmente coreografadas.

4 -Breathless (2008)

O primeiro e único longa metragem da carreira de Yan Ik-june, que também é roteirista e protagonista desse violento drama. Yan interpreta Sang-hoon, um bandido que trabalha para uma gangue de agiotas, ameaçando aqueles que demoram a fazer os pagamentos. A vida de Sang se cruza com a de  Han Yeon, uma estudante do ensino médio de cabeça quente. Essa união entre um homem violento com uma criança pode parecer clichê, mas Breathless evita respostas e situações fáceis, enquanto explora as consequências da violência familiar.

5 –  Eu Vi o Diabo (2010)

Thrillers de vingança não são novidade, especialmente no cinema coreano, sendo Oldboy um marco do gênero, mas Eu Vi o Diabo mostra que sempre é possível revigorar temas muito utilizados. Dirigido por Kim Jee-won, a produção mostra a jornada vingativa de  Kim Soo-hyun, agente do Serviço de Segurança Nacional, cuja mulher foi morta pelo psicopata Jang Kyung-chil. Assim como Gosto de Vingança, Kim Jee-won demonstra seu domínio para equilibrar ação, drama, terror e até um pouco de comédia. 

6 – Moebius (2013)

Kim Ki-duk é um dos diretores mais singulares da Coreia do Sul. Seus filmes, para o bem ou para o mal, sempre partem de uma forte visão autoral, desafiando a percepção do espectador. Um dos maiores exemplos disso é Moebius, que inicialmente foi até mesmo banido do país, que conta a história da relação doentia entre pai, mãe e filho. É o tipo de produção que parte da graça é descobrir sobre o que se trata, então evite trailers, e veja Moebius.

7 -Sede de Sangue (2009)

Park Chan-wook é talvez um dos maiores responsáveis pelo o reconhecimento internacional do cinema coreano, com a sua obra prima Oldboy, em 2003, e também por A Criada, em 2016. Apesar de Sede de Sangue ter passado um tanto despercebido, ele também é um ponto alto da filmografia do autor, que oferece uma perspectiva interessante para um velho conhecido do cinema: o vampiro. Sang Hyun é um padre católico que participa voluntariamente dos testes de uma vacina experimental , resultando em sua morte. Devido a uma transfusão de sangue, o padre Hyun retorna ao mundo dos vivos, mas passa a precisar de sangue para sobreviver, o que gera conflitos com a sua fé.

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