Com participação de Beyoncé, Drake lança nova coletânea musical

No último dia 2 de agosto, o rapper canadense Drake surpreendeu seus fãs com o lançamento de Care Package, sua nova coletânea musical. O álbum reúne músicas gravadas pelo cantor entre 2010 e 2016, mas que ainda não haviam sido lançadas de maneira oficial em outros álbuns ou trabalhadas com singles. 

Lançado pela OVO Sound, gravadora fundada pelo rapper, a coletânea surpreendeu por ter sido lançada apenas um dia após seu anúncio – feito pelo Instagram. Entre as 17 faixas que compõem o disco, há parcerias com os rappers Rick Ross e J. Cole, com o cantor e produtor James Fauntleroy e é a voz de  Beyoncé a integrante no refrão da música que encerra o disco, “Can I”,  ainda que não tenha sido creditada. Aliás, a cantora é homenageada na faixa “Girls Love Beyoncé”- na qual é feita uma homenagem a “Say My Name”, sucesso do Destiny’s Child, grupo em que ela fazia parte.

Todas as músicas  do Care Package já estavam disponíveis na internet, pelo Youtube ou SoundCloud, mas não haviam recebido a devida atenção. Agora entram definitivamente para sua discografia, com algumas mudanças, por apresentarem “alguns dos mais importantes momentos que passamos juntos em um só lugar”, como dito pelo próprio ao anunciar o projeto. Com este trabalho, o músico buscou relembrar um pouco de sua sonoridade mais antiga e menos comercial. 

Capa da coletânea Care Package

Algo que chamou atenção dos ouvintes foi a mudança na faixa “Jodeci Freestyle”, colaboração com J. Cole. Lançada em 2013, a música gerou controvérsia na época pelo verso “Vá checar os números burro, esse sou eu apenas começando / eu sou artista, vocês são autistas, retardados”, e rendeu até uma petição com mais de 4500 assinaturas em repúdio a música. Tanto J. Cole quanto Drake se pronunciaram, pedindo desculpas pela dor causada e salientando que “Indivíduos com autismo têm mentes brilhantes e criativas, e seus dons não devem ser menosprezados ou desconsiderados. Essa foi uma lição de aprendizado para nós dois e agradeço a oportunidade de tentar corrigir o erro”. Agora como parte da coletânea, o trecho polêmico do verso foi omitido e já não mais faz parte da música.

Já disponível em todas as plataformas digitais, a coletânea vem sendo bem recebida pelo público e crítica, como pela Pitchfork, que o deu uma nota 8.1 e elogiou por mostrar uma versão mais vulnerável do “colosso pop” que conhecemos, e a Rolling Stone, que o sintetiza como o retrato de um domínio musical de quase uma década. É uma receptividade já esperada pelo fato dos trabalhos já serem reconhecidos, como citado anteriormente.

O rapper Drake

Aliás, podemos esperar o rapper fazendo sua estreia em shows no Brasil em setembro, quando virá ao país se apresentar no Rock In Rio. O canadense será o headliner do Palco Mundo e promete um dos shows mais comentados deste ano. 

Misturando elementos do R&B com o hip-hop, e mesclando suas letras melódicas com as usuais rimas de seu gênero, Drake vem vivendo uma excelente fase em sua carreira. É dono do título de artista mais ouvido no Spotify em 2018, com mais de 8.2 bilhões de reproduções apenas naquele ano, e quebrou recordes ao ser o primeiro músico a atingir 1 bilhão de reproduções em um único álbum, com o seu muito bem sucedido Scorpion.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *