Os melhores álbuns de 2018

O ano de 2018 foi ótimo para a música, principalmente o pop e o folk. Em ano de algumas revelações bem inesperadas e trabalhos totalmente aclamados, foi possível ver artistas já consagrados, como Kanye West, precisando realizar novidades para se manter ativo no mercado.

Sendo assim, escolhemos com a nossa equipe e alguns colaboradores os 10 melhores álbuns do ano:

10º – A Brief Inquiry Into Online Relationships (The 1975)

Após ter sido renegado em seus dois primeiros álbuns, o The 1975 veio com um trabalho bem mais autêntico, diferenciado, que o colocou nos topos de diversas listas de melhores do ano. Em uma mistura quase experimental de pop e rock, o grupo se mostrou fortalecidamente como uma das novas vozes da música para os próximos tempos. Resta saber se eles conseguirão continuar com a mesma pegada.

9º – Invasion of Privacy (Cardi B)

Depois de Bodak Yellow, a expectativa para o que viria de Cardi B era grande. Podendo dizer que até as superou, Invasion of Privacy chega com uma grande produção, onde explora diversos gêneros além do rap. Sua voz com sotaque forte tornam os versos únicos, assim como sua personalidade, que os deixam astutos e divertidos de ouvir. O álbum mostrou Cardi de uma forma mais versátil do que esperaríamos e trouxe diversos potenciais hits. A indicação ao Grammy só destacou o quão forte foi a estreia da rapper.

8º – Bluesman (Baco Exu do Blues)

Baco Exu do Blues usou inspiração no sentido que sempre foi ser um bluesman para criar seu mais novo trabalho, depois do premiado ESÚ. Bluesman é um álbum muito mais introspectivo, ao mesmo tempo que dialoga bastante com uma situação de racismo mais externa. É um profundo debate sobre a arte negra, o sentido de ser negro e sobre como toda a sociedade sempre viu isso. Melhor trabalho nacional do ano.

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7º – Black Panther: The Album (Kendrick Lamar)

Kendrick Lamar é o mais nome do rap na atualidade, disso já é evidente a algum tempo. Mesmo sem ter lançado nada autoral desde DAMN, de 2016, ele resolveu colaborar com a construção de um álbum inspirado no filme Pantera Negra. Bom, a proposta funcionou de forma pungente, fazendo um dos trabalhos mais bem construídos e produzidos no gênero em 2018. Não apenas tematicamente, mas Black Panther: The Album exala toda a Wakanda.

6º – Aviary (Julia Holter)

Com um nome já consagrado no mundo da música folk, a americana Julia Holter extravasa mais uma vez suas habilidades e quebra todas as expectativas do que viria a ser Aviary. O sucessor de seu agradável e espiritual Have You In My Wilderness, de 2015, é o que chamamos de algo… monumental. Em todos os seus sentidos. Progressões de violino, harmonias longas de vocal digno de algo resgatável de Björk em uma orquestra, baterias em harmonia com teclados vibrantes e ecos de voz que criam um coral intimista de si mesma são tudo e mais um pouco do que essa experiência pode transpassar.

5º – Negro Swan (Blood Orange)

Negro Swan é totalmente eletrizante. A mistura de soul, funk, R&B e um pop psicodélico, geram quase a formação de um subgênero novo por Blood Orange. Um dos nomes mais diferenciados no mercado recentemente, ele lança aqui talvez sua grande obra-prima, por enquanto, buscando elementos clássicos com uma novidade estonteante no ar. Mais um artista para não sair do radar de ninguém.

4º – Joy is an act of Resistance (IDLES)

A banda IDLES é um fenômeno à parte. Como um bordão já manjado, “o punk não morreu”, esse talvez seja o modo mais sincero de descrever os britânicos que mal começaram e já tem chamado atenção da crítica mundial. Seu segundo álbum (com uma pausa de apenas um ano da sua estreia), já diz tudo o que tem pra dizer sem precisar de mais apresentações. Joy as an Act of Resistance é tudo que o punk precisava: ser revigorado… do jeito certo.

3º – Dirty Computer (Janelle Monáe)

Janelle Monáe trouxe um álbum conceitual, onde explora sua sexualidade, seus vocais e vocais de colaborações bem colocadas. A excelente produção destacou ainda mais as letras inteligentes, deixando a mensagem ainda mais forte ainda. O filme promocional adiciona ainda mais ao conceito do disco, imergindo totalmente no mundo de Dirty Computer. Apesar de não ter sido favorito do público, o disco é eletrizante e bom demais. Deixando clara a qualidade do projeto, ele recebeu uma indicação à álbum do ano pelo Grammy.

2º –  Golden Hour (Kacey Musgraves)

Kacey Musgraves é uma das poucas artistas da atualidade a conseguir transitar tão bem entre o pop, o folk e o mainstream. Em Golden Hour ela realiza uma obra muito mais buscando um lado pop de sua linguagem na música, desde batidas mais energéticas até letras marcantes e que não saem da cabeça. Apesar de curto, Musgraves consegue trazer novos fãs e agradar os antigos – cada vez mais – a cada novo trabalho que realiza.

1º – Be The Cowboy (Mitski)

É possível afirmar de maneira clara como 2018 foi um ano feminino na música, com um destaque gigantesco para artistas novas e algumas realizando o grande álbum de suas carreiras. Bom, um desses casos foi a japonesa-americano Mitski, trazendo uma mistura dançante, marcante e inesquecível de pop e rock, com a pegada alternativa de sucesso da atualidade. Be The Cowboy é uma obra curta, porém para ser lembrada a cada nova ouvida a ser dada.

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