Primeiras Impressões: Swamp Thing

Em 2008, Homem de Ferro e O Cavaleiro das Trevas chegavam aos cinemas e mudaram completamente o cenário para os super-heróis. Apesar de ação e aventuras serem os principais focos nos filmes estrelados por essas figuras, vez ou outra há mergulhos em outros gêneros, como a paródia metalinguística em Deadpool, o flerte com o horror e a ficção científica em Venom e até mesmo Guardiões da Galáxia, que é uma space opera com tudo que tem direito.

No campo da televisão, Swamp Thing (ou Monstro do Pântano) entra para esse rol ao apresentar o personagem homônimo da DC Comics em sua própria produção, uma série oficialmente de terror. Tudo ao redor do seriado é um prato cheio para agradar aos fãs do gênero: produção de James Wan, diretor de franquias populares como Invocação do Mal e Sobrenatural e colaboração no roteiro de Gary Dauberman, parceiro frequente de Wan. Além disso, no elenco está Crystal Reed, familiarizada com o sobrenatural graças ao seu trabalho em Teen Wolf, Virginia Madsen, estrela do clássico Candyman, e Derek Mears, que interpretou Jason Vorhees em uma das diversas encarnações de Sexta-Feira 13. Além disso, o relativamente novato Andy Bean também não escapa da rede, já que estará vivendo um dos membros do Clube dos Perdedores no vindouro It – Capítulo 2.

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Quando uma terrível epidemia começa a se espalhar pelos moradores de Marais, Lousiana, a Dra. Abby Arcane (Reed) precisa deixar seus demônios do passado de lado e voltar para a cidade em que cresceu para investigar os casos. É quando ela cruza o caminho de Alec Holland (Bean), um cientista cuja carreira fora arruinada por decisões imprudentes. Formando uma inesperada amizade, os dois se deparam com um mistério muito mais profundo que se esconde sob o pântano, sem imaginar que o que está debaixo dele irá mudar a vida dos dois para sempre.

Já na primeira cena, o piloto dirigido por Len Wiseman mostra que não tem medo de mergulhar (com perdão do trocadilho) nos clichês do gênero. Com uma introdução que parece ter saído direto de um filme de monstro aquático dos anos 60 (em espírito, não em visual), os primeiros minutos dão o tom que irá permear pelo resto do piloto: tensão, mistério e gore. Muitos elementos do southern gothic também estão presentes, como cidades “amaldiçoadas”, cartomantes misteriosas, pântanos escuros e monstros de lama, o que ajuda a criar um universo muito particular e até mesmo meio incômodo para a produção.

O texto de Gary Dauberman e Mark Veherdein constrói seus personagens e seu cenário com calma, ainda que não abra mão de bons momentos de tensão e correria. Para quem não conhecia a história do personagem-título, foi uma boa surpresa aguardar como os eventos iriam se desenvolver e quando o aguardado Monstro iria aparecer. O grandão verde surge de maneira orgânica e coerente, ainda que perca um pouco do impacto. Mas dificilmente irão faltar momentos para que o protagonista mostre a que veio. Assim como os protagonistas, o elenco coadjuvante é introduzido de maneira concisa o suficiente para deixar a audiência curiosa sobre seu background. Toda a cidade de Marais, com seus habitantes de passados problemáticos, adiciona uma boa carga dramática a um já poderoso mistério sobrenatural.

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Talvez a maior questão aqui seja esta: ainda que Monstro do Pântano possua elementos característicos de uma história de horror, não é bem uma. Mas sim um mistério sobrenatural com um caminho muito interessante a ser percorrido.

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