Quem vai ganhar no Oscar 2019? (Parte 1)

O próximo domingo (dia 24) irá marcar mais uma cerimônia do Oscar, um dos prêmios mais paparicados da indústria do entretenimento. Sendo assim, o Senta Aí fez esse especial com todas as 24 categorias falando dos possíveis vencedores, além de quem está correndo por fora. Quem você acha que vai ganhar? Deixe suas apostas!

– Melhor curta-metragem de animação

Indicados: Bao, Animal Behavior, Late Afternoon, Weekends e One Small Step.

Quem deve levar? Bao.

Quem corre por fora? Animal Behavior.

As categorias de curta sempre são as mais complicadas por grande parte do público brasileiro não possuir acesso a elas. Aliás, não apenas nacionalmente, como internacionalmente, os curtas sempre possuem uma desvalorização, aparecendo com pouco destaque em festivais mundo afora.

Dessa forma, a aposta em Bao acaba sendo certeira pelo fato do filme ser de um grande estúdio (é da Pixar e foi exibido em terras tupiniquins antes de Os Incríveis 2), além do fato de ter uma história comovente e certeira, algo que para um curta é necessário. Correndo por fora está, basicamente, todo o resto, porém Animal Behavior tem sido um pouco mais mencionado.

– Melhor curta-metragem documental

Indicados: End Game, Lifeboat, A Night at the Garden, Period. End of Sentence e Black Sheep.

Quem deve levar? Black Sheep.

Quem corre por fora? Period. End of Sentence.

Mais uma categoria extremamente complicada e disputada, apostando em temas relevantes e questões socioculturais. Aliás, foi um ano bastante relevante para o jornalismo, com dois documentários de grandes jornais indicados (Black Sheep e Lifeboat).

Buscando essa relação temática e racial, Black Sheep surge assim como o grande favorito em uma disputa complexa, na frente de Period. End of Sentence, da Netflix, que vem abordando temas de uma gigantesca relevância sobre o papel das mulheres, além de ter dilemas interessantes para a situação do mundo. A importância das questões abordadas em todos parece ser mais relevante que as obras em si para a premiação.

Melhor curta-metragem de ficção

Indicados: Marguerite, Fauve, Mother, Skin e Detainment.

Quem deve levar? Fauve.

Quem corre por fora? Marguerite.

Mais uma categoria extremamente disputada, todavia essa parece ser bem entre dois curtas principais: Fauve e Marguerite. Enquanto o primeiro baseia sua história em uma relação mais cotidiana, em uma tensão da brincadeira entre duas crianças, o segundo explora mais sobre a tentativa de fuga da solidão da terceira idade. Ambas propostas podem chamar a atenção e receber o estatueta na noite.

– Melhor edição de som

Indicados: Roma, Um Lugar Silencioso, O Primeiro Homem, Pantera Negra e Bohemian Rhapsody.

Quem deve levar? O Primeiro Homem.

Quem corre por fora? Um Lugar Silencioso.

Apesar de ter sido esnobado nas categorias mais destacadas, O Primeiro Homem obteve êxito nas técnicas, principalmente a de som. Para além de um “prêmio de consolação”, essa vitória deve ser realizada em cima das diversas sequências de treinamento para ida na lua, além da própria aterrissagem. Momentos esses deveras marcantes no ano de 2018, algo que a Academia pode demarcar bastante.

Outro esnobado e que disputa bem aqui é Um Lugar Silencioso. Com destaque para a brincadeira entre a emissão e omissão do som, o longa foi bastante admirado pela sua questão da experiência dentro da sala de cinema. Em um instante de pleno debate entre o streaming e o cinema, isso pode ser um fator diferencial.

– Melhor mixagem de som

Indicados: O Primeiro Homem, Roma, Nasce Uma Estrela, Bohemian Rhapsody e Pantera Negra.

Quem deve levar? Roma.

Quem corre por fora? O Primeiro Homem.

Roma parece ter sido um dos queridinhos dessa premiação. Se não terá esse absoluto destaque como Melhor Filme – apesar das grandes chances de vencer -, o som da obra cria momentos magistrais, como a cena ilustrada acima. É um filme na qual os ápices dramáticos necessitam dessa relação entre o barulho e o foco em uma situação apenas. Por isso, é forte favorito aqui.

– Melhores efeitos visuais

Indicados: Jogador Número 1, Vingadores: Guerra Infinita, Han Solo: Uma História Star Wars, O Primeiro Homem e Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível.

Quem deve levar? Vingadores: Guerra Infinita.

Quem corre por fora? Jogador Número 1.

Toda a concepção e utilização de efeitos para a criação de Thanos talvez seja o grande ponto favorável para Guerra Infinita conquistar o Oscar. Em uma celebração aos 10 anos do Marvel Studios e contando com as poucas chances de Pantera Negra nas categorias acima, esse talvez seja quase uma estatueta para bater no ombro da Disney.

Vindo na disputa, Jogador Número 1 também é um grande ponto chave. Não apenas por ser de Steven Spielberg, queridinho da Academia, mas também por uma transformação de um universo digital em seus mínimos detalhes. Não é de se impressionar se isso acabar sendo um abraço para o diretor aos seus velhos e gloriosos anos.

– Melhor canção original

Indicados: All The Stars (Pantera Negra), Shallow (Nasce Uma Estrela), The Place Where Los Things Go (O Retorno de Mary Poppins), When a Cowboy Trades His Spurs for Wings (A Balada de Buster Scruggs) e I’ll Fight (RBG).

Quem deve levar? Shallow.

Quem corra por fora? All The Stars.

Bom, essa talvez seja a categoria mais fácil de palpitar, além de ser a vitória mais solidificada de Nasce Uma Estrela. Se em outras, o longa possui uma forte disputa, aqui tem praticamente as duas mãos garantidas. O sucesso é tanto que a própria “Shallow” foi indicada também ao Grammy. Se você tem alguma dúvida nessa no seu bolão, essa é a aposta mais certeira.

– Melhor trilha sonora

Indicados: Ilha dos Cachorros, Se a Rua Beale Falasse, Infiltrado na Klan, O Retorno de Mary Poppins e Pantera Negra.

Quem deve levar? Se a Rua Beale Falasse.

Quem corre por fora? PanteraNegra.

Mesmo tendo sido bastante quisto pela crítica mundial, o mais novo filme de Barry Jenkins, Se a Rua Beale Falasse, não obteve a mesma sorte dentro do Oscar. Entretanto, em Melhor Trilha Sonora está sua grande chance de conquistar algum homem dourado na noite de domingo. A música de Nicholas Britell não venceu na época de Moonlight, mas pode conquistar aqui.

A única dureza enfrentada pela obra é a disputa com Pantera Negra e a trilha orquestrada em elementos musicais africanos de Ludwig Göransson. Mesmo tendo um grande destaque na época do lançamento, acabou tendo sido bastante esquecida durante as premiações, sendo lembrada apenas no último Globo de Ouro.

– Melhor maquiagem

Indicados: Vice, Border e Duas Rainhas.

Quem deve levar? Vice.

Quem corre por fora? Border.

Dentro da ideia de maquiagem, Vice consegue seu destaque quase amplamente dentro da Academia. Além de uma recriação quase perfeita de figuras históricas da política americana, a performance dos atores junto a isso dá um verdadeiro favoritismo.

O único que poderá disputar algo é o sueco Border, que foi o indicado do país para a categoria de Filme Estrangeiro (acabou não entrando). A imaginação de um filme na qual cria diversos orcs como figuras totalmente animalescas dá a película ainda algumas esperanças.

– Melhor edição

Indicados: A Favorita, Bohemian Rhapsody, Infiltrado na Klan, Vice e Green Book – O Guia.

Quem deve levar? Bohemian Rhasody.

Quem corre por fora? Infiltrado na Klan.

No início de 2018, Bohemian Rhapsody parecia ser um filme certo dentro das grandes categorias no Oscar, porém – é o que todos achavam – perdeu sua força com as críticas negativas e medianas. Chegando ao período de indicações, o destaque foi absurdo e, dentre as diversas valorizações, está a edição do filme, que remeteria bastante a banda Queen. O grande termômetro positivo ainda para a produção é sua vitória dentro do sindicato de montadores de Hollywood, fato catalizador da possível vitória.

– Melhor figurino

Indicados: Pantera Negra, A Favorita, Duas Rainhas, O Retorno de Mary Poppins e A Balada de Buster Scruggs.

Quem deve levar? Pantera Negra.

Quem corre por fora? A Favorita.

Disputa bastante acirrada aqui, principalmente devido ao fato das duas obras terem um destaque exacerbado exatamente em seus figurinos. Enquanto Pantera Negra leva uma pequena vantagem pela criação de um mundo todo baseado nos pequenos detalhes, algo necessário dentro do filme, A Favorita corre logo atrás com a força do Oscar gostar de premiar obras de época. A briga tende a ser bem dura e nenhuma vitória parece totalmente garantida.

– Melhor direção de arte

Indicados: O Retorno de Mary Poppins, O Primeiro Homem, A Favorita, Roma e Pantera Negra.

Quem deve levar? Pantera Negra.

Quem corre por fora? A Favorita e Roma.

Bastante parecida com a categoria acima, devido à construção de mundo, Pantera Negra leva mais uma vez o favoritismo pelo simples fato de ser uma obra pautada dentro desses detalhes. Aqui, além de A Favorita, Roma também ganha seu devido valor em uma reconstrução da década de 70 no México, sendo esse elemento também necessário para a existência do filme.

Geralmente, a direção de arte é destacada bem forte em produções de época, algo que chama bastante a atenção devido a não aparição de Duas Rainhas aqui – outro bastante esquecido. Se isso contar, poderemos ver uma disputa tão emocionante quanto de figurino.

– Melhor fotografia

Indicados: A Favorita, Guerra Fria, Nunca Deixe de Lembrar, Roma e Nasce Uma Estrela.

Quem deve levar? Roma.

Quem corre por fora? Guerra Fria.

Em Fotografia, uma das grandes curiosidades é a presença de 3 filmes estrangeiros na disputa (Roma, Nunca Deixe de Lembrar e Guerra Fria), algo totalmente insperado. E, ainda mais, dois estão em uma disputa quase direta pelo prêmio. Roma larga um pouco mais na frente devido a todo o uso do preto e branco como forma de remeter ao passado e as memórias do diretor Alfonso Cuarón (também diretor de fotografia do filme). Já Guerra Fria está um pouco atrás, porém o imenso destaque dado à película, com ainda uma indicação a Melhor Direção, pode ser um sinal favorável a esse.

Comentários

Cláudio Gabriel

É apaixonado por cinema, séries, música, quadrinhos e qualquer elemento da cultura pop que o faça feliz. Seu maior sonho é ver o Senta Aí sendo reconhecido... e acha que isso está mais próximo do que se espera.

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